Polícia esclarece homicídio
Autores do crime já eram foragidos da Justiça
Aos 16 dias de janeiro deste ano, às margens da BR-158, em Cunha Porã, foi localizado o corpo do andarilho Décio Giordani, de 65 anos, morto com cinco disparos de arma de fogo e parcialmente enterrado.
Desde então, a Polícia Civil, por meio da DIC de SMOeste, investigava a autoria do crime. Recentemente, os agentes da DIC chegaram à conclusão de que Eloi Lagni de Oliveira, conhecido como “Lenheiro”, e Odair José Camargo, conhecido como “Chiquinho”, seriam os responsáveis pelo homicídio, encomendado por Vilmar da Rocha.
De acordo com o delegado coordenador da DIC, Albert Silveira, na época do crime, os dois já eram foragidos da Justiça, acusados de vários roubos de veículos e em residências na região, que tinham como característica a extrema violência.
“Lenheiro” foi morto em confronto com a polícia durante a Operação Cambucica, realizada em fevereiro deste ano, quando “Chiquinho” foi preso juntamente com outros sete integrantes da quadrilha. Com ele também foi apreendido um revólver calibre .38, utilizado para matar Giordani, conforme contatado por meio da perícia de comparação balística.
O MANDANTE
Vilmar da Rocha teria relação direta com os executores e um desentendimento com a vítima, segundo o que apuraram os agentes da DIC. Eles verificaram que, um dia após a morte de Giordani, o mandante do crime teria arrecadado dinheiro por meio de empréstimos e da venda de um veículo para uma garagem em Mondaí. O valor, R$ 8.000,00, foi repassado para “Lenheiro” e “Chiquinho”.
Vilmar da Rocha foi preso na quarta-feira, dia 20, em Cunha Porã. Na oportunidade, os policiais civis também cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito e localizaram um documento referente a uma propriedade que havia sido comprada pela vítima, Décio Giordani, e repassada de forma fraudulenta para a esposa do mandante do homicídio.
Diante das provas, ele confessou ter encomendado e pago pelo crime. José Camargo, teve a prisão decretada e está recolhido na Penitenciária Estadual de Chapecó.
O inquérito policial que apura o caso será concluído nos próximos dias.
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