Polícia conclui inquérito e indicia quatro por morte de mãe e filha

A Central de Investigações de São Miguel do Oeste concluiu na última semana os inquéritos dos homicídios de Eny Espírito Santo

A Central de Investigações de São Miguel do Oeste concluiu na última semana os inquéritos dos homicídios de Eny Espírito Santo, registrado em abril, e da mãe dela, Geraldina Guedes da Silva, morta em junho. Ao todo, quatro pessoas foram indiciadas pela morte das duas mulheres.

Conforme o delegado Ricardo Casagrande, pela morte de Eny foram indiciados a irmã da vítima, Neiva Guedes da Silva, o cunhado, Wilson Berbares Andrade e uma terceira que ainda está foragida. Os outros dois acusados foram presos no Rio do Janeiro e transferidos para a região na última semana. Segundo o delegado, os dois foram transferidos em vôos separados por motivos de segurança e agora estão detidos na cadeia feminina de Anchieta e na Unidade Prisional Avançada de SMOeste. Em depoimento, o casal nega qualquer envolvimento no crime e dizem que vão provar inocência. Casagrande destaca que, apesar de negar o crime, indícios comprovam a participação do casal na morte, tanto que ambos já tiveram a prisão preventiva decretada. No inquérito constam várias provas contra os acusados, como objetos apreendidos e depoimentos.

Uma suspeita inicial da Polícia Civil, sobre a vinda do casal para a região na época da morte de Eny, também foi comprovada com a conclusão do inquérito. Conforme Casagrande, o casal chegou a SMOeste na madrugada de domingo para segunda-feira, sendo que?@a vítima foi vista pela última vez na segunda-feira, enquanto eles estavam na cidade. O que levantou suspeita sobre o fato dos dois estarem na região, justamente quando a irmã foi morta, é o fato de eles terem ido embora já na terça-feira. De acordo com o delegado, os dois confirmam a vinda para SMOeste, porém negam o envolvimento. "Todo o contexto se volta para eles", ressalta.

Já pela morte da mãe de Eny, Geraldina, foi indiciado Laércio Rodrigues, que também está preso na UPA. O acusado confessou o crime, mas alegou legítima defesa. Em seu depoimento, Rodrigues sustentou a versão de que Geraldina teria lhe contado sobre seu envolvimento na morte da filha e passou a lhe fazer ameaças. Sobre o dia do crime, Rodrigues afirma que quando chegou à casa de Geraldina, no bairro Santa Rita, a idosa teria avançado nele com uma faca e ele se defendeu e acabou matando-a. No inquérito também foi constatado que uma outra pessoa esteve no local do crime contra Geraldina, porém não foi apurada a participação dela no homicídio.

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