Poda em árvores frutíferas propicia benefícios à planta

Poda em árvores frutíferas propicia benefícios à planta
Ilustração

Técnicas de poda regularizam a produção, aumentam e melhoram os frutos e mantêm um equilíbrio entre a frutificação e a vegetação natural da planta

Com a chegada do frio, o ritmo de atividades tanto de animais como de plantas tende a diminuir. Nesse período, no caso específico das plantas, as árvores e vegetais têm propensão a reduzir a atividade fisiológica. Em vista disso, é sabido que está chegando o momento mais apropriado para se fazer o uso da tesoura de poda. No entanto, a prática da poda também é realizada em outras épocas do ano. Para o engenheiro agrônomo e especialista em fruticultura da Epagri regional, Leonir José Loro, a primeira poda na planta deve ocorrer no dia em que o agricultor vai plantar a muda. De acordo com Loro, dependendo da espécie, o ideal é que a planta primeiro enraíze e depois cresça. No caso do pessegueiro, da nectarina e da ameixeira, as mudas devem ser cortadas entre 40 cm e 60 cm do chão para formar a galhada e a copa mais baixa. 
A poda é basicamente o conjunto de cortes executados em uma árvore com a finalidade de regularizar a produção, aumentar e melhorar os frutos, mantendo o completo equilíbrio entre a frutificação e a vegetação normal. Também tem a função de ajudar a tomar e a conservar a forma própria da natureza da planta. Os principais objetivos da poda são: modificar o vigor da planta; produzir mais e melhores frutas; manter a planta com um porte conveniente ao seu trato e manuseio; modificar a tendência da planta em produzir mais ramos vegetativos que frutíferos ou vice-versa; conduzir a planta a uma forma desejada; suprimir ramos supérfluos, inconvenientes, doentes e mortos; regular a alternância das safras de modo a obter anualmente colheitas médias com regularidade.
 
TIPOS DE PODA
Existem quatro tipos básicos de poda, que são: poda de formação - tem o objetivo de formar mudas com porte, altura e brotações bem distribuídas. Esse tipo de poda propicia harmonia e uma distribuição equilibrada da frutificação, com arejamento e iluminação convenientes; poda de frutificação – a finalidade básica é regularizar e melhorar a frutificação, controlar a produção, dar mais qualidade e consistência; poda de rejuvenescimento, regeneração e tratamento - tem por fim livrar as plantas frutíferas dos seus ramos doentes, praguejados, improdutivos e decrépitos. Propicia renovação da planta, eliminando focos de doenças e de pragas e reativa a produtividade perdida; poda de limpeza - é uma poda leve e simples aplicada às plantas adultas que requerem pouca poda, Geralmente, todas as fruteiras necessitam deste tipo de poda. É executada normalmente em períodos de baixa atividade fisiológica da planta, ou seja, durante o inverno ou logo após sua colheita.
 
PRÁTICAS

O conhecimento de algumas regras sobre a fisiologia vegetal pode auxiliar muito o podador. “Ele fica sabendo por que se poda o que se poda e quando se poda”, diz Loro. Com relação às praticas, o engenheiro agrônomo diz que a Epagri proporciona cursos que orientam técnicos e agricultores a executarem uma poda eficiente e correta. Além disso, o especialista destaca que as ferramentas básicas utilizadas para a realização da prática são, “serrotes para fruticultura que proporcionam um corte liso, tesouras de podas e decotadeira. Não recomendamos o uso de facão”, de acordo com Loro, o instrumento pode prejudicar o corte nas plantas.

 

Como proteger as plantas da geada? 

Com a chegada do frio, o fenômeno das geadas tende a ocorrer com mais intensidade. A formação da geada, normalmente acontece quando a temperatura do solo cai abaixo de zero grau centígrado. Outros fatores também são determinantes para a formação das geadas de radiação, como: céu claro; ausência de ventos, baixa umidade do ar e, logicamente, baixas temperaturas. 

Nesse período, é comum que muitas pessoas tapem ou cubram as plantas com lonas pretas, plásticos, panos, papelão e outros. Mas será que isso realmente é eficiente? Será que esse método realmente impede que a planta sofra possíveis danos em consequência das geadas? 

    De acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri regional, Leonir José Loro, usar plásticos para cobrir as plantas pode gerar um dano maior do que deixar a planta exposta ao fenômeno. Uma boa alternativa, segundo Loro, seria a irrigação. “Antes do nascer do sol, teria que irrigar abundantemente, para derreter a geada, isso causa um dano menor, e serve para árvores e hortaliças. Pois na hora em que bater o sol não haverá o choque térmico que ‘queima’ a planta”, explica. 

   Já o uso da lona preta, se utilizado constantemente, impede a planta de realizar a fotossíntese, “não haverá a absorção de energia solar e a planta acaba gastando a energia reserva”, alerta o engenheiro agrônomo. Já “o papel e o pano absorvem mais água e reduzem os efeitos da geada, mas não apresentam 100% de eficácia”, comenta. O ideal, de acordo com Loro, seria não cultivar a planta em períodos de estações frias.

 

Anterior

Processo ensino-aprendizagem

Encontro de professores aborda o contar de histórias no processo de ensino-aprendizagem Próximo

Encontro de professores aborda o contar de histórias no processo de ensino-aprendizagem

Deixe seu comentário