Perfil do consumo online em Santa Catarina
Para efetuar transações, os clientes virtuais de SC verificam as opiniões registradas nos sites
Segundo dados divulgados pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), o número de empresas varejistas que realizam vendas online no Brasil cresceu de 1.305 em 2003 para 4.818 em 2008, ou seja, 269%. Já a receita líquida advinda destas vendas cresceu 145% no mesmo período, passando de R$ 2,4 bilhões para R$ 5,9 bilhões.
Entretanto, este crescimento ainda é só o início, pois apenas 1% da receita do varejo nacional advém das vendas via internet, sendo todo o restante fruto da venda convencional. Ou seja, as vendas online têm grande potencial, mas ainda "engatinham".
Comércio eletrônico em Santa Catarina
A rápida disseminação da internet na vida das pessoas não poderia deixar de começar a alterar uma das dimensões da vida cotidiana: o comércio e o consumo. Em Santa Catarina os números foram apresentados em mais uma edição do Painel Fecomércio Debate, desta vez com o tema "A evolução do e-commerce e as projeções para o mercado em Santa Catarina".
Para mapear o perfil dos catarinenses no consumo eletrônico, os hábitos de compra e as perspectivas para o comércio online, a pesquisa da Fecomércio entrevistou em novembro, 2.949 pessoas em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages entre os dias 1º e 4 de novembro. A pesquisa tem 95% de confiança e margem de erro de 3,5%.
Perfil do consumidor
Segundo dados da pesquisa 41% dos entrevistados ainda não conhecem o mercado on-line. Os outros 59%, já efetuaram compras pela internet. Tanto o público feminino, quanto o masculino acessam e fazem compras pelo através de sites. 62% dos homens entrevistados aderiram à nova modalidade de consumo. Dentre o público feminino este percentual é de 56%.
Já no quesito faixa etária, o comércio eletrônico é preferência dos jovens. Os dados mostram que 65% com idade entre 18 a 25 anos, já efetuaram transações online, 65% entre 26 e 35 anos, e 52% dos que têm 36 a 45 anos.
Outro ponto diretamente ligado às vendas pela internet é a renda familiar dos consumidores. Quanto maiores são os salários das famílias, maior é o percentual de compras online. Porém, chama atenção que entrevistados de todas as classes disseram já ter efetuado este tipo de negociação.
Dos que recebem até R$ 705,00; 48% já adquiriram produtos via rede mundial de computadores. Dos que têm renda mensal entre R$ 705,00 a R$ 1.126,00; o percentual é de 59%. Entre aqueles que ganham remuneração de R$ 1.126,00 a R$ 2.290,00; o número é 58%. Para os que somam salários entre R$ 2.290,00 e R$ 4.4.854,00 o índice é de 61%. Já na faixa salarial entre R$ 4.854,00 e R$ 6.329,00 a porcentagem é ainda maior: 76%. Para os com renda acima de R$ 6.329,00; o número é 66%.
Outro ponto importante da análise aponta que 81% dos consumidores da internet possuem computador em casa. Apesar disso, para os demais 19% que não possuem o equipamento em casa, o e-commerce não é uma exceção. Mesmo com a restrição de acesso, as compras são efetuadas por outros meios. 47% usam computadores no trabalho, 19% emprestam internet de amigos e parentes, e ainda outros 7% utilizam lan houses.
Hábitos de compra
Dentre as vantagens apontadas pelos consumidores do comércio eletrônico estão às facilidades na compra e entrega dos produtos. Para 39,7%, o motivo pelo qual adere ao e-commerce é a praticidade de escolher e receber os produtos em domicílio. Para 34,2% são os bons descontos que valem os investimentos. Outros 22,5% apontaram as facilidades de pagamento e outros 20,7% lembraram da agilidade em comparar preços em diversas lojas virtuais. Já para 15,2% saber todas as informações do produto é o melhor das compras online.
Os consumidores virtuais também levam em conta algumas restrições na hora de fechar negócio. 41,8% usam como critério a popularidade da loja. Este percentual só compra em empresas conhecidas no mercado. Neste segmento a rede catarinense Berlanda aparece entre as citadas na pesquisa, com 0,9% da preferência dos catarinenses. A marca mais lembrada na pesquisa foi o site de compras Submarino. Por outro lado, 37,3% compram em sites que oferecem melhores preços.
Os produtos em destaque são: celulares (24,2%), livros (22,7%) e produtos de informática (21,1%). Também são procurados os eletrodomésticos (15,4%); CD's e DVD's (14,8%); produtos esportivos (13,7%); passagens aéreas (13,5%); produtos de áudio e vídeo (12,8%). Produtos de beleza; alimentos; brinquedos; cama, mesa e banho; também aparecem na lista, mas em menor percentual.
As diversas formas de pagamento também são apontadas como vantagem do comércio eletrônico. 64% preferem o cartão de crédito; 26% aderem ao boleto bancário; enquanto 4% compram no cartão de débito; e outros 5% utilizam cartão específico da loja.
Para efetuar as transações, os clientes virtuais verificam as opiniões já registradas nos sites. Saber a avaliação de outros compradores é importante para 74% dos entrevistados. 67% declararam ainda, deixar de fazer compras no comércio tradicional, para adquirir os produtos somente via internet.
Projeções para o mercado
Com as informações do levantamento - Comércio eletrônico: hábitos e consumo em Santa Catarina, os empresários têm a chance de adequar seus estoques, mensurar vendas, programar ofertas e oferecer produtos que vão ao encontro das demandas apontadas pelo consumidor.
Na avaliação da Fecomércio, o e-commerce é promissor para diversas áreas do atacado e varejo. A modalidade de oferta e procura é tendência de consumo do mundo moderno não somente pelas facilidades apontadas pelos entrevistados, mas pela iniciativa empreendedora dos estabelecimentos comerciais que passaram a incrementar suas vendas com a gestão de negócios online.
A popularização das redes sociais e dos sites de compras coletivas prova que este mercado está caminhando a passos cada vez mais largos. E cada vez mais a internet será utilizada como forma de consumo pelos internautas.
Segundo dados da pesquisa 41% dos entrevistados ainda não conhecem o mercado on-line
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