O desafio da qualificação profissional na atualidade
Tanto empregadores quanto empregados sentem dificuldades na hora da contratação
A falta de mão de obra qualificada é um dos principais problemas apontados pela indústria e pelo comércio. Na hora da contratação, empresas avaliam o funcionário para saber sobre seu entendimento do assunto para que, ao exercer a profissão, haja maior facilidade de adaptação com o trabalho, sem a necessidade de tanto acompanhamento.
Em muitos casos, quando uma pessoa conclui uma faculdade, ou um curso técnico, ela encontra certa dificuldade na hora de buscar emprego. Nesse momento, o mercado de trabalho se torna um desafio para o futuro trabalhador. A maioria dos empregadores busca pessoas qualificadas para que exista uma resposta mais imediata dentro da companhia. A partir daí é que começam as dificuldades, é a fase do conhecido como “o primeiro emprego”.
Mesmo com a bagagem obtida durante os anos de estudo, o mercado de trabalho apresenta uma exigência de agilidade e prática do funcionário, que podem ser obtidas com a experiência profissional. Porém, o que os futuros trabalhadores dizem é: como vou aprender a trabalhar se ninguém dá oportunidade? O que será que o cidadão deve fazer para ter essa oportunidade?
De acordo com a atendente do Sine ( Sistema Nacional de Emprego) de São Miguel do Oeste, Vanessa Puhle, a maior parte daqueles que vêm procurar vagas de emprego aqui na unidade possuem graduação, ou curso profissionalizante, mas não possuem qualificação, a experiência exigida pelo comércio. “Quando uma pessoa arruma trabalho pela primeira vez, normalmente é por contrato. Ela passa por um período de experiência.
Dessa forma, a carteira não é assinada, não contando no documento como um período de trabalho. Na hora de procurar emprego, isso não vai ajudar”, explica.
ROTATIVIDADE
A troca de emprego é uma das principais causas da falta de qualificação dos profissionais. Neste caso, nem sempre é a empresa a responsável pela mudança do trabalhador. Muitos funcionários buscam conhecer os empregos e, a partir disso, obter experiências em diversos setores. Porém, na hora da contratação, a empresa se sente prejudicada em aceitar um trabalhador que não possui conhecimento específico na área.
Uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que, neste ano, a economia brasileira gerou aproximadamente 1,7 milhão de empregos. Já as contratações realizadas pela rotatividade foi de quase 20 milhões, um total que chega a um pouco mais de 21 milhões. Mas a pesquisa também revela que cerca de 22 milhões de trabalhadores apresentaram-se prontos para o mercado, o que resulta em uma sobra de mão de obra qualificada.
No entendimento geral, os economistas apontam que o Brasil na verdade passa pela falta de oportunidade para os trabalhadores, que são rejeitados a partir do momento que não possuem experiência na área.
Experiências com rotatividade, que são as mais presentes, acabam por não ser uma qualidade na busca por empregos. Desta maneira, a orientação é para que, após a conclusão dos estudos, os futuros profissionais busquem com calma a sua primeira oportunidade. A formulação de currículos com explanação de trabalhos e projetos daquilo que foi realizado durante a graduação, por exemplo, também tem força diante da análise dos empresários, pois a partir daí poderão ver do que a pessoa é capaz.
Mercado de trabalho apresenta uma exigência de agilidade e prática do funcionário
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