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Nunca é cedo para estimular o prazer da leitura
Em Paraíso, atividade começa com crianças desde o berçário
Alimentar a imaginação, a criatividade, o estímulo ao aprendizado, além de incentivar o hábito da leitura. Estes foram alguns dos pontos levados em conta para a implantação, ainda no ano de 2010, quando foi criado, em Paraíso, o projeto da Rede Municipal de Ensino denominado “Hora do Conto”. Neste ano, as professoras Keli Schaffer e Raquel Castoldi a cada 15 dias visitam as turmas, e durante 20 minutos desenvolvem as atividades para crianças do berçário, alcançando até aquelas da 8ª série do Ensino Médio. A novidade para 2012 é a “mala encantada”, composta por fábulas, onde as professoras em cada apresentação estão vestidas com roupas de algum personagem da literatura infantil, como fadas, palhaços, bruxas, entre outros.
Conforme a secretária de Educação, Cecília Schmidt, o projeto vem crescendo gradativamente, pois os contos e as fábulas são importantes para as crianças, porque simbolizam o caminho que todo ser humano percorre para o desenvolvimento e isso as deixa fascinadas. Para Cecília, a leitura e a escrita têm função social indispensável para vida, já que é através dela que se adquire os conhecimentos necessários para a formação de uma sociedade mais humana, além de desenvolver a criatividade e a imaginação dos alunos.
“As crianças ficam maravilhadas com as histórias contadas. As professoras trabalham com recursos lúdicos como a mala encantada, fantoches, dedoches, fantasias; elas encaram personagens se vestindo a caráter, usam muita criatividade e imaginação para a contação de histórias. Isso melhora a concentração, observação, imaginação e criatividade. As crianças chegam a ‘contar nos dedos’ os dias que faltam para as professoras da hora do conto voltarem para contar novas histórias. A curiosidade da criança é muito grande”, explica.
Segundo a secretária, os alunos que participam da atividade aumentaram o hábito da leitura, mostrando mais interesse, principalmente após a leitura de histórias, pois o primeiro contato da criança com a leitura dá-se pela audição. “Tão importante quanto ouvir histórias infantis é a exploração, apreciação e a visualização de livros de gravuras, que possibilitam criar histórias, alimentando a criatividade. Com isso, a criança consegue estabelecer uma relação entre o real e o não-real. A família também tem um importante papel, pois também desenvolvemos este trabalho de parceria família/escola, ao incentivar a leitura, revestida de uma dinâmica cheia de descobertas”, destaca Cecília.
Na visão de Silvete Lago Thuns, diretora do CEI (Centro de Educação Infantil) Sonho Meu, o projeto é merecedor de destaque, porque é um incentivo pelo começo do gosto da leitura, do contato com o livro e pela criatividade para se desenvolver a escrita e a fala.
Conforme a psicopedagoga Dhanni Laide Marconatto, o gosto e o prazer pelas histórias e pela leitura é um hábito que deve ser cultivado na escola e em casa. Ela explica que quando as crianças são pequenas e ainda não sabem ler, os adultos devem contar histórias, contos de fadas, aventuras, princesas, bruxas, pois elas encantam e amedrontam, fazem rir ou chorar, sendo capazes de levar, ainda que em pensamento, a lugares distantes pessoas de qualquer idade, especialmente as crianças.
Dhanni relata que crianças inseridas nestes ambientes de leitura tendem a ser mais criativas, alegres, com um gosto maior pelos livros, pela leitura e por ouvir histórias. Outro ponto destacado por ela é o conhecimento mais rico de linguagens, vocabulário e um estímulo à memória.
“O hábito e o gosto pela leitura é uma construção que deve ser feita a cada dia, pois nem todas as crianças descobrem esse universo empolgante e cheio de possibilidades. Também depende do aprendizado da leitura da criança. Se ela tiver dificuldades em ler, não descobrirá o prazer de ler, muito pelo contrário, vai frustrar-se a cada tentativa, evitando expor-se a situações de leitura”, adverte.Neste processo, ela explica que a contribuição dos pais é fundamental, pois se estes são leitores, provavelmente este hábito estará mais próximo dos filhos.
Ela explica que os livros devem ser selecionados, pensando na qualidade literária e adequação à faixa etária, pois esse cuidado também é um fato importante que deve ser observado. “A leitura, mais do que um ato de conhecer e aprender, é um instrumento libertador para todo ser humano. Este poder que tem a leitura nos é apresentado quando somos ainda muito pequenos para compreendê-lo. Por isso a nossa responsabilidade como pais e educadores de futuros leitores. Podemos ajudar nossos alunos e filhos a tornarem esta descoberta um caminho prazeroso e enriquecedor, ou um simples percurso na decodificação de sinais gráficos”, enalteceu a psicopedagoga.
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