?Queremos abrir as portas do clube até o final deste ano?, diz atual presidente

?Queremos abrir as portas do clube até o final deste ano?, diz atual presidente
Folha do Oeste - Depois da quase venda em leilão público, a diretoria agora quer abrir as portas do Clube Comercial

Reunião a ser realizada nesta segunda-feira, dia 28, pretende dar novos rumos ao Clube Comercial de São Miguel do Oeste

Depois de ter mergulhado em dívidas e problemas com a Justiça, o Clube Comercial de São Miguel do Oeste pode reabrir as portas até o final deste ano. Pelo menos este é o desejo da atual diretoria reeleita no dia 30 do mês passado. Nesta segunda-feira, dia 28, uma reunião deve definir os rumos a serem tomados para que o clube possa voltar a funcionar completamente. “O Clube Comercial teve participação no desenvolvimento do município. Grandes festas eram realizadas lá, como o Carnaval. Mas, infelizmente, ao longo dos anos isso foi ficando para trás”, lamenta o presidente do Clube Comercial, Altair Panis. “Precisamos recuperar a funcionalidade do Salão Social do Clube para uso dos sócios e de toda a sociedade”, completa o presidente.

Para tornar isso realidade, Panis adiantou ao Folha do Oeste algumas das alternativas que serão apresentadas e discutidas na reunião. Uma delas é buscar parcerias com entidades organizadas do município, como CDL, Acismo, Rotary, Lions, Loja Maçônica, entre outros. “É importante representantes destas entidades participarem da reunião, pois queremos mostrar que é viável essa parceria”, comenta. Outra alternativa seria firmar parceria com empresários que regularizariam a situação do salão social (que está interditado) e assim poderiam ter o direito de investir no clube por determinado tempo. “Temos três empresários da cidade que têm interesse nessa parceria”, revela Panis.

Ainda outra possibilidade seria a regularização e o pagamento das mensalidades atrasadas por parte dos sócios inadimplentes. Atualmente, segundo a diretoria, são mais de 700 sócios cadastrados, contudo, menos de 300 estão com as mensalidades em dia. “Queremos que sócios e interessados venham participar desta reunião e que nos tragam novas ideias e possibilidades para abrir as portas do clube”, diz.

PENDÊNCIAS

A diretoria do clube revela, ainda, que há inúmeras dívidas a serem quitadas. De acordo com o tesoureiro do Clube Comercial, Plaudenir Mallmann, “há diversos credores ligando para cobrar contas”. Um dos casos mais complicados foi o leilão, realizado pela Justiça Federal, de parte do Clube Comercial para que fosse quitada uma dívida de R$ 84 mil. “Não deixar parte do patrimônio ser vendido em leilão era prioridade, por isso demos um jeito de pagar o leiloeiro e renegociar o valor com a Receita, onde ficou definido o pagamento de 60 parcelas de R$ 1.500,00”.

Multas de mais de R$ 8 mil com a Procuradoria do Trabalho e a não prestação de contas junto à Receita no período de 2005 a 2009 também foram quitadas. Ainda falta muita coisa para pagar e reformar no clube. Mas, de acordo com a diretoria, as piscinas externas e a coberta estão em pleno funcionamento. “Agora, podemos vislumbrar uma retomada dos bons tempos do Clube Comercial. Para isso, a diretoria que assume está convocando seus associados para retornarem ao clube, buscarem seus direitos e cumprirem com sua obrigações”, finaliza.
 

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