Nova regra para máquinas de cartão de crédito

Nova regra para máquinas de cartão de crédito
Folha do Oeste

A partir do próximo mês, uma única máquina aceitará cartões de várias bandeiras

Muitos comerciantes reclamam das taxas cobradas pelo uso das máquinas
que passam os cartões de crédito. Mas para agradar e manter a clientela, dificilmente abrem mão deste serviço. Dentro de um mês, uma nova regra do setor deve proporcionar mais economia aos comerciantes de vários segmentos. É o que afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Miguel do Oeste (CDL), Moacir Tomazel. “A
partir do dia 1º de julho as operadoras de cartão de crédito passam a atuar com apenas uma máquina. Isso é uma conquista para o empresário, e que certamente vai trazer economia”.
Atualmente, a locação mensal de máquinas Redecard, que trabalham apenas com a bandeira Mastercard, e da Cielo, que passam o Visa, custa entre R$ 80 e R$ 200. As duas empresas juntas detêm 96% do mercado de cartões, com mais de 2,3 milhões de aparelhos em todo o Brasil. Em cada venda, o comerciante ainda deve pagar à credenciadora uma parte do valor do produto, estipulada entre 2% e 5%. E se não bastasse, só recebe 30 dias após a venda. Com a nova regra, comerciantes e
compradores de toda região que trabalham com cartão de crédito devem ser beneficiados. “Hoje em dia, as empresas estão cheias de tributações e despesas, e o que for para melhorar e evitar gastos é sempre bem-vindo. Sem contar que pode auxiliar muito para o consumidor também”, comenta a gerente da Loja Afubra, de São Miguel do Oeste, Cleuze Pinto.
No início do próximo mês, os comerciantes poderão optar em ter apenas uma máquina de cartão que aceite as bandeiras de várias credenciadoras, e consequentemente reduzir gastos com o aluguel das máquinas. O lojista também poderá negociar a percentagem por valor do produto e o prazo para recebimento da venda, além do que novas credenciadoras devem entrar no mercado, acirrando a concorrência e quebrando a exclusividade das duas únicas credenciadoras existentes no país. “O comerciante, com uma maquininha só, vai poder aceitar todos os tipos de cartões em seu estabelecimento”, diz Sergio Medeiros, presidente da Federação das Câmaras Dirigentes Lojistas (FCDL/SC).
Medeiros alerta o comerciante para que, nesse primeiro momento, aguarde as variadas propostas que devem surgir, antes de fechar negócio com as credenciadoras. “Poderão ser feitas propostas aos lojistas exigindo fidelidade de um, dois ou até três anos. A dica é que não se assine nenhum contrato de fidelidade. Nessa primeira ocasião pode ser interessante, mas as propostas podem melhorar ainda mais com a concorrência que vai ser estabelecida”, aconselha Medeiros.

 

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