Motoristas pedem melhorias na José Bernardi
Na última sexta-feira, em uma das ruas mais antigas de SMOeste, a José Bernardi, um caminhão bitrem, de Blumenau, que transportava 37 mil quilos de madeira, não conseguiu chegar ao destino sem ajuda de um reboque.
Segundo o motorista Joel de Souza Borba, em determinado ponto da estrada, o veículo começou a patinar enquanto subia. Sem condições de prosseguir, a opção foi descer por cerca de 15 metros até parar atravessado no trecho que serve de escoamento de cargas pesadas, do bairro São Gotardo até a rua Willy Barth. De acordo com Borba, quando chove, a dificuldade aumenta. “É a terceira vez que isso acontece. Sempre que dá uma garoa, já dificulta”, conta. Conforme ele, a saída seria asfaltar ou colocar calçamento para não depender de uma máquina pesada para efetuar o reboque do caminhão.
Na opinião dele, que viaja para regiões interioranas do norte do país e por lá também enfrenta adversidades, uma estrada desse porte, dentro da cidade, deveria fornecer condições aos motoristas. “Aqui é centro, isso não deveria acontecer. Se toda vez que venho aqui enrosco o caminhão, patino nas pedras e arranco pedaço dos pneus, só vou ter prejuízos”, aponta. Além dos pneus, que chegam a custar R$ 1,5 mil, existe o problema mecânico que pode ocorrer nas caixas de marcha, no motor e na estrutura do caminhão, em razão da força que é preciso fazer na tentativa de sair do lugar.
Para o vereador Nini Scharnoski, que compareceu ao local e solicitou máquina para rebocar o caminhão, a Rua José Bernardi, caso asfaltada, teria condições de melhorar o transporte de grandes empresas do município, além de se tornar um dos principais acessos ao Hospital Regional. “Temos, nessa região, uma madeireira, um britador, uma fábrica de concreto e um frigorífico, dentre outras empresas. Então, num momento em que o município quer criar novas áreas industriais, as empresas que estão à beira das rodovias estão sem condições de boa trafegabilidade”, ressalta.
Segundo Nini, essas questões denigrem a imagem do município em relação a outras cidades. “Quando esse motorista falar para os demais como é que se chega aos pátios da empresas de São Miguel do Oeste, será que vamos arrumar transportadores para vir a São Miguel?”, questiona. “O município tem máquinas para fazer o reboque, e também para fazer as melhorias. E se não tiver, contrata”, dispara.
Na opinião dele, o município é o responsável por oferecer condições de trafegabilidade aos motoristas e pedestres. “A primeira solução para este problema é pavimentar as ruas decentemente. É o que evitará o problema em vez de criar transtornos”, finaliza.
De acordo com o secretário de Infraestrutura, Idemar José Guaresi, os trabalhos de reparo em diversas ruas do município têm sido intensificados e, assim que possível, a Rua José Bernardi receberá melhorias.
Segundo ele, a solução para acabar com problemas como o que foi relatado, seria asfaltar o trajeto. Contudo, Guaresi aponta que há entraves ligados a questões de zoneamento, onde um parte da rua pertence à zona rural do município, o que dificulta a realização de projetos de pavimentação asfáltica.
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