Justiça ouve envolvido no caso ?Laticínios Guarujá?

Está marcado para as 14h desta quinta-feira, no Fórum da Comarca de S

Está marcado para as 14h desta quinta-feira, no Fórum da Comarca de São José do Cedro, o re-interrogatório de um dos acusados no caso da Laticínios Guarujá.

O nome desta pessoa não pode ser divulgado pois o processo está em Segredo de Justiça. De acordo com o promotor Marcionei Mendes, esse acusado tem o interesse de contar toda a verdade sobre os fatos e esse re-interrogatório é a pedido dele.

RELEMBRANDO O CASO

O então juiz da comarca de São José do Cedro, Flávio Dell?Antonio, determinou, em junho de 2004, a remessa à Procuradoria Geral de Justiça de Santa Catarina do processo que apura o desvio de cargas roubadas em São Paulo para o Oeste de Santa Catarina. No processo é apontada a participação do médico e então prefeito de Xaxim, Cezar Gastão Fonini (PMDB), nas ações criminosas. Segundo investigações desenvolvidas pelo Ministério Público Estadual, Fonini é o principal envolvido no caso. Ele seria ainda a pessoa que estabelecia os rumos da Lacticínios Guarujá, de Guarujá do Sul, onde uma força-tarefa, composta pelo Ministério Público, Secretaria de Estado da Fazenda e das polícias Civil e Militar, apreendeu, no dia 14 de maio de 2004, 1.120 caixas de filé de pescado, totalizando 24.640 quilos, roubados em assalto a caminhão, na região de Osasco (SP). Os produtos eram de origem argentina e pertenciam a uma empresa do Mato Grosso, que possui uma filial em São Paulo. A carga foi avaliada em R$ 110 mil. Durante a apreensão, a empresária Loreci Elza Schelavim foi presa em flagrante.

Investigações deram conta de que Fonini é quem gerenciava a receptação, transporte e posterior comercialização de cargas roubadas. Segundo os autos, a organização criminosa, que operava por meio da Lacticínios Guarujá, envolveria ainda outras pessoas no esquema de receptação e escoamento de cargas roubadas. No mesmo despacho, Flávio Dell?Antonio também havia negado o pedido de liberdade provisória para Loreci Elza Schelavim, meses depois ela foi liberada.

Ela e Nelson Pedro Johann figuravam como proprietários da Lacticínios Guarujá, mas o Ministério Público sustentou que os dois seriam apenas \"testas-de-ferro\". Na ocasião, Fonini garantiu que apenas tentou ajudar a proprietária majoritária da empresa. \"Com certeza ela só errou porque recebeu a carga\". Ele disse, ainda, que não acreditava que Loreci conhecesse a procedência do pescado. \"Lamento a situação dos funcionários da empresa, que estão sem reação frente a essa situação\", salientou.

Fonini teria explicado, ainda, quando era proprietário de empresa, de que foi, por várias vezes, enganado por empresários de São Paulo, que se negavam a pagar contas e que passou vários dias naquele estado para conseguir cobrá-las. Ele acreditou que o mesmo aconteceu com Loreci, que \"deve ter recebido a carga como forma de algum pagamento\".

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