IV Congresso Brasileiro de Publicidade consagra a indústria da comunicação

A união das entidades representativas de órgãos de imprensa, agências, profi

A união das entidades representativas de órgãos de imprensa, agências, profissionais das áreas de jornalismo e publicidade em torno dos interesses comuns do mercado da comunicação - que já uma prática em Santa Catarina tornou-se a proposta-síntese do IV Congresso Brasileiro de Publicidade, realizado de 14 a 16 deste mês, em São Paulo.

O trade de comunicação catarinense - que reúne a Adjori/SC (Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina), Acaert (Associação Catarinenses das Emissoras de Rádio e Televisão), ACI (Associação Catarinense de Imprensa), ADI/SC (Associação dos Diários do Interior de SC), Sinapro (Sindicato das Agências de Propaganda de SC) e ACP (Associação Catarinense de Imprensa) - atua há quase cinco anos em busca do fortalecimento da indústria da comunicação de Santa Catarina, promovendo iniciativas de valorização do setor e patrocinando campanhas voltadas à cidadania, tais como Voto Consciente, Paz nos Estádios, Combate à Violência e Exploração Sexual Infantil e, naturalmente, toda e qualquer iniciativa relacionada à liberdade de expressão. O trade responde, também, pela pesquisa anual que dimensiona o mercado publicitário catarinense, realizada pelo Instituto Mapa.

O exemplo catarinense ganhou dimensão nacional ao término do mais importante encontro dos publicitários, desde aquele que, há 30 anos, criou o CONAR - Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária. O momento histórico - primeiros passos na redemocratiza-ção do país - se rivaliza com o de hoje, dada a quantidade de projetos - perto de 300 - que tentam restringir a atuação da publicidade ou dos meios de comunicação no Brasil.

Em entrevista concedida à jornalista Marili Ribeiro, do jornal O Estado de São Paulo, os profissionais Dalton Pastore, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), e Luiz Lara, presidente da agência Lew/ Lara/TBW declaram exultantes: \"Agora somos uma indústria da comunicação, unida pelos interesses comuns desse mercado, que movimenta cerca de R$ 57 bilhões.

A prova disso, segundo disseram à repórter, está no fato de que nunca as agências de publicidade, os veículos de comunicação e os prestadores de serviços de marketing se reuniram com tanta representatividade num mesmo evento como ocorreu nos últimos três dias. \"O nosso mercado era visto como o de um monte de estrelas publicitárias incapazes de conversarem entre si por pura vaidade\", disse Pastore. \"Mostramos que não só juntamos 31 entidades em prol de teses comuns, mas também que vamos unificar os nossos códigos de ética e traçar regras de governança e procedimentos seguidos por todos\", ressaltou Lara.

Conforme mostra a reportagem, na prática, os profissionais do setor produziram uma articulação política até então inexistente pois haverá, a partir de agora, um Fórum Permanente para a discussão dos temas que afetam o setor, com data já agendada para a próxima reunião geral, em maio de 2009. Além disso, também será dado apoio formal à recém-criada Frente Parlamentar da Comunicaço Social, no Congresso Nacional. A intenção é auxiliar e esclarecer deputados e senadores que criarem projetos de lei sobre a atividade. Foi por isso mesmo que um dos debates recorrentes do IV Congresso foi a relevância da liberdade de expressão comercial. Da parte dos publicitários, em defesa da linguagem criativa nos anúncios e da necessidade de os anunciantes exibirem seus produtos e serviços. Da parte dos veículos, em prol da boa propaganda, que dá condições de manutenção da qualidade do bom jornalismo e do entretenimento produzido por eles.

O balanço do encontro, feito pelo presidente do Sinapro/SC, Daniel Araújo, ao site Acontecendoaqui, superou as expectativas. \"Na comissão em que participamos, o grupo catarinense - a realidade dos mercados regionais - foi de importância não só para os catarinenses, presentes em peso, como para todos os mercados regionais\", afirmou Araújo. Ele disse que sugeriu à direção da FENAPRO levar o que foi debatido para agencias de médio e pequeno porte de SC, além de distribuir essa informação por este Brasil afora.

\"Saber que tem um grupo de cabeças pensantes com 4000 agências espalhados pelo Brasil, superou as expectativas do evento como um todo, pela qualidade e organização de excelência e cuidar de nosso negócio tem que ser uma prioridade. Foi muito bom estar vivendo este congresso depois de 30 anos e esperando que o 5º aconteça em breve\", conclui Daniel Araújo.

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