Instalação de aldeia indígena em Bandeirante gera apreensão
Área localizada em linha Riqueza abrigará mais de 200 índios
Está muito perto de ser concretizada a vinda de 31 famílias de índios, descendentes da tribo guarani, numa área de 800 hectares, situada em linha Riqueza do Oeste, próxima ao distrito de Prata, que também faz divisa com o município de Belmonte. Na semana passada, o prefeito Celso Biegelmeier (PT) reuniu-se com membros do MPF (Ministério Público Federal), da Funai e da tribo guarani, além de membros de três comissões criadas no município, que estão trabalhando para a melhor instalações das famílias.
Segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa da prefeitura, estes índios estão residindo na Aldeia Toldo Chimbangue, em Chapecó, e por problemas de relacionamento com outra tribo precisam de um local separado para se instalarem. A situação está tensa entre kaingangs e guaranis e, além disso, colocou em risco famílias de agricultores que tiveram suas propriedades ameaçadas pela demarcação. Para tanto, uma comissão de parlamentares conseguiu uma verba de R$ 17 milhões, dos quais R$ 9 milhões serão empregados na compra da área de terra que pertence a um fazendeiro e o restante será aplicado na infraestrutura, como escola, posto de saúde e moradias. O pagamento dos valores ao proprietário deve ser efetivado até a próxima terça-feira, dia 27, já que o prazo dos índios guaranis deixarem a aldeia em Chapecó termina sábado, dia 31.
A representante do setor de Educação da Funai, Rosangela Vankam Inácio, afirmou que as 31 famílias somam em torno de 200 índios e tanto o município quanto a aldeia têm muito a ganhar com essa migração. “Mas para isso é fundamental que os valores indígenas sejam mantidos e repassados de geração em geração”, disse.
A secretária de Educação, Carmem Bianchini, relatou que foi aproveitada uma reunião com a APP (Associação de Pais e Professores) da Escola Anita Garibaldi, do distrito de Prata, para explicações e resolver mal-entendidos. “Esclarecemos a cultura dos indígenas, pois fizemos uma visita na aldeia em Chapecó. Perceb, dos pais e das mães, certa curiosidade e satisfação”, resumiu Carmem.
O secretário de Saúde, Sérgio Cozer, que também faz parte das comissões, comenta que já existem 11 casas na fazenda que servirão de abrigo provisório. Ele disse que não haverá problema em receber os novos moradores, pois acredita que são pessoas simples e do bem.
Comissão de saúde já vem mantendo reuniões
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