Estiagem deixa escolas vazias
A falta de água em escolas de Dionísio Cerqueira deixou mais de 3,5 mil estudantes sem aulas
Não é mais somente a agricultura que sofre com a estiagem que ainda acomete o extremo oeste catarinense. Setores como a educação começam a sentir os efeitos da falta de chuvas que perdura há pelo menos quatro meses na região. Somente neste primeiro semestre, conforme a Defesa Civil estadual, mais de 100 municípios decretaram situação de emergência pela falta de água em Santa Catarina. A estiagem é uma preocupação constante, pois castiga mais de 600 mil habitantes. Rios estão secos e, em algumas cidades, as residências são abastecidas por caminhões-pipa. As perdas totais na agricultura ainda estão sendo levantadas pela Secretaria da Agricultura e pela Epagri.
Aulas seguem suspensas
Nesta semana, em Dionísio Cerqueira, o auge da falta de água atingiu o setor da educação no município. Com as torneiras secas, tanto escolas municipais quanto estaduais cerqueirenses foram obrigadas a fechar as portas e dispensar alunos, professores e funcionários temporariamente. Conforme a gerente de Educação da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional) de Dionísio Cerqueira, Nilza Suffredini, ainda na segunda-feira, dia 19, uma reunião entre Secretaria Municipal de Educação, Corpo de Bombeiros, representantes da Defesa Civil, diretores de escolas e diretor da Casan local elaboraram decreto que definiu a paralisação das aulas no município. Na terça e quarta-feira (dias 20 e 21), todas as escolas da cidade fecharam as portas. Também no dia 21, foi realizada nova reunião entre as autoridades do município e se decidiu por manter a medida, pelo menos até segunda-feira da próxima semana, que as escolas permaneçam fechadas até que seja resolvido o problema da falta de água. No início da semana, haverá um novo encontro para decidir qual será o futuro da Educação no município, em função da falta de água. “Para que não houvesse a paralisação das atividades, solicitamos ao Corpo de Bombeiros para que fizessem o abastecimento nas escolas, mas não houve possibilidade já que há apenas um caminhão para atender todo o município”, disse a gerente de Educação da SDR.
As torneiras da Escola de Educação Básica Theodoreto Carlos de Farias Souto ficaram completamente secas Mais sobre: |








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