Feirantes se comprometem a cumprir normas sanitárias

Feirantes se comprometem a cumprir normas sanitárias
Folha do Oeste

Ministério Público suspendeu processos mediante acordo com os feirantes de SMOeste

Os processos contra os feirantes denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina por descumprimento da legislação sanitária, após operação realizada em abril na Feira Livre de São Miguel do Oeste, foram suspensos mediante condições que vão desde o comparecimento periódico ao fórum até o pagamento de pena pecuniária. Além disso, deverão comercializar apenas produtos dentro das normas vigentes. A suspensão condicional foi definida no dia 4 de agosto, em audiências com os 16 feirantes denunciados.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, na operação realizada na Feira Livre Municipal de São Miguel do Oeste foram apreendidos diversos produtos de origem animal em desacordo com a legislação sanitária, o que configura a prática do crime previsto no art. 7º, XI, da Lei 8.137/90, com pena que varia de 2 a 5 anos, ou multa.
Diante da situação concreta de cada agricultor, o promotor de Justiça, Marcus Vinícius Ribeiro de Camillo, adotando entendimento mais benéfico, ofereceu proposta do benefício denominado “suspensão condicional do processo”, previsto no art. 89 da Lei 9.099/95, por meio do qual a ação penal permanece suspensa enquanto o beneficiado sujeita-se ao cumprimento de algumas condições. Todos os feirantes aceitaram a proposta. “Os agricultores estão conscientes da necessidade de adequar seus produtos ao que estabelece a legislação, bem como que não poderão continuar comercializando-os da forma como vinham fazendo”, destacou o promotor.
O Promotor de Justiça promoveu, ainda, a instauração de Inquérito Civil para buscar o diálogo entre os expositores e o Poder Público Municipal para a definitiva regularização dos produtos vendidos na feira livre. “Se for o caso, por meio de termo de ajustamento de conduta”, esclareceu Camillo.
 
ENTENDA O CASO
A operação de fiscalização do Ministério Público de Santa Catarina, da Vigilância Sanitária Municipal, das polícias Civil e Militar na Feira Livre Municipal gerou polêmica em São Miguel do Oeste, no dia 10 de abril deste ano. A operação iniciou por volta das 8h15, quando os produtores iniciavam a comercialização na feira. Segundo o Ministério Público, a operação foi realizada para combater a venda de diversos produtos em desacordo com as normas sanitárias, e que, por conta disso, se apresentavam impróprios ao consumo humano. Conforme o MP, no dia da operação foram apreendidos aproximadamente 273 quilos de carne de frango, morcília, peixes e queijos de porco e de vaca, dentre outros, e cerca de 452 litros de leite, cachaça, vinho e vinagre. 
Na época, o promotor Camillo afirmou que havia recebido informações de que diversos expositores da Feira Livre estariam vendendo leite, queijo e derivados, além de carnes e embutidos, sem o necessário Selo de Inspeção Municipal, que atesta a sanidade do alimento para a venda ao público. “Parte dos produtos era estocada no interior dos veículos dos expositores, como leite envazado em garrafas do tipo ‘pet’ e em outros recipientes inadequados, como os destinados a produtos de limpeza”, ilustra o promotor. Aves abatidas e outras carnes também estavam armazenadas de forma inadequada, segundo foi constatado na operação.
Porém na época, o que causou maior polêmica foi o fato de todas as mercadorias apreendidas serem jogadas no lixo, isso ainda na frente nos feirantes. Já a Vigilância Sanitária Municipal informou que a inutilização dos alimentos, que causou revolta em muitos populares, é um procedimento de praxe e que esses alimentos não poderiam ser doados, por exemplo. 
 
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