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Fazenda de Campo Erê é invadida
A área de 298,6 hectares está arrendada e pertence a sete herdeiros
Na madrugada de sábado para domingo, dia 17 de agosto, aproximadamente 150 famílias integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) ocuparam parte da Fazenda Esperança, em Campo Erê. A área de 298,6 hectares pertence à família de Americano Rocha, de 86 anos, que arrendou as terras para outra família, em virtude da impossibilidade de trabalhar, devido a uma doença que enfrenta há alguns anos.
Conforme o coordenador regional do MST, Celestino Persch, a invasão faz parte de um roteiro do movimento, que é feito todos os anos com o objetivo de assentar cerca de mil famílias até 2009. O coordenador demonstrou a preferência do movimento em permanecer nas terras, e disse que um dos sete herdeiros da terra já demonstrou interesse em vender o território para o Incra (Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária). \"Uma pessoa dos sete herdeiros já tem procurado o acampamento e disse que eles vão oferecer a terra para o Incra. A nossa parte é pressionar o instituto para que eles façam esse contato, porque isso não é compromisso nosso, são eles que têm que negociar com os proprietários ou comprar outra terra para assentar essas famílias\", argumenta.
A herdeira do território invadido, e neta do dono da fazenda, Susana Chesser Luneli, negou a informação de que a família estaria disposta a negociar as terras com o Incra. \"Essa informação é inverídica, porque somos sete herdeiros desse pedaço de terra. Meu avô tem usufruto e não tem mais condição de trabalhar lá, por isso arrendou essas terras. E enquanto ele está vivo, tem usufruto e arrendou para que pudesse se manter. Na verdade a reforma agrária já foi feita na família, porque, quando ele falecer, essa propriedade será dividida por sete pessoas\", frisa.
A herdeira reforça que nenhum dos familiares tem interesse em vender as terras. \"Nosso interesse é pedir a reintegração de posse, porque meu avô está doente e precisa desse dinheiro que ganha no arrendamento para se manter\", afirma. De acordo com Susana, as terras invadidas foram arrendadas com contrato para quatro anos e nelas haviam plantado aveia para preparar o campo para o plantio de milho.
Segundo o chefe da unidade do Incra de Chapecó, Sérgio Alzani, o instituto foi informado a respeito da invasão e agora aguarda maiores informações. \"Se a família pedir a reintegração de posse, aguardamos a audiência para começarmos as negociações\", conclui.
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