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Extremo oeste concentra o maior número de romenos
Aqui eles chegaram por volta dos anos 30, se estabeleceram, constituíram suas famílias e hoje contribuem para o desenvolvimento regional. Uma cultura que se fortaleceu com o tempo e conta até mesmo com um Consulado Honorário em Iporã do Oeste, com jurisdição para todo o estado de Santa Catarina.
Você sabia que o Extremo Oeste é a localidade onde se concentra o maior número de romenos de Santa Catarina? Calcula-se que haja dezenas de imigrantes e mais de seis mil descendentes desta cultura na região, principalmente nos municípios de Iporã do Oeste, Itapiranga, São João do Oeste, Tunápolis e Mondaí.
O grupo conta com a primeira Associação da América Latina reconhecida pelo Governo Romeno, e sua representatividade já possibilitou a instalação de um Consulado em Iporã do Oeste, o único consulado existente na região. Mas quem são? Como estão inseridos? E como (se preserva) está a cultura romena no Extremo Oeste?
Organizados, receptivos e dispostos a resgatar e manter viva a história e a cultura do seu povo, assim são os imigrantes e descendentes romenos. Um povo com histórias encantadoras e emocionantes, que escolheu a região para viver e aqui fincar suas raízes.
Por se inserir em uma localidade colonizada por alemães na década de 30, muito da cultura da comunidade romena se perdeu nesta nova pátria, e hoje o trabalho dos imigrantes e descendentes desta nacionalidade é justamente o de resgatar todos os aspectos dessa cultura forte e admirável. No entanto, nem tudo ficou para trás, a gastronomia romena é ainda um dos pontos fortes deste povo. Na região, é comum ver a preparação de pratos típicos no dia a dia das famílias romenas.
A dedicação ao artesanato é outra característica forte nesta cultura e que também se mantém marcante. Há quem diga que em toda família romena as mulheres são 'prendadas' e se dedicam às artes. Outra questão valorizada por este povo diz respeito à religião. Cheios de fé, são atuantes em suas comunidades e igrejas e se dedicam à palavra de Deus.
Sobre as vestimentas, os imigrantes revelam que estas não puderam ser aproveitadas na região, pois como na Romênia era muito frio, os vestidos eram longos, grandes e pesados. As roupas também eram escuras e se usava panos na cabeça. Além disso, as mulheres não cortavam os cabelos. Já aqui em Santa Catarina o clima era quente, o que fez com que as vestimentas romenas fossem deixadas para trás.
Na arquitetura, a cultura romena se confunde com a alemã, sendo esta bastante semelhante às edificações germânicas, comuns no Extremo Oeste, devido à história da sua colonização.
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