Ecoponto agora pertence a Ameosc

A associação também estuda o recolhimento de outros materiais recicláveis

A Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina) retomou, nesta semana, as atividades no Ecoponto, localizado na Rua Willy Barth, bairro Progresso, em São Miguel do Oeste. O espaço de cinco mil metros quadrados, que em anos anteriores era contratado pela prefeitura de São Miguel, agora foi acordado pela Associação e será chamado de "Ecoponto Ameosc". O secretário Executivo da Associação, Luiz Carlos Cozer, destaca que um ofício já foi encaminhado para todos os prefeitos, solicitando que estes determinem aos funcionários responsáveis pelas secretarias de Agricultura, Desenvolvimento Urbano e da Saúde, para que participem efetivamente do programa de recolhimento de pneus inservíveis.

Inicialmente, todas as sextas-feiras, durante a tarde, funcionários conveniados da prefeitura de São Miguel do Oeste estarão no Ecoponto para receber os pneus vindos dos municípios da região. E caso haja necessidade de alguma exceção no dia ou horário da descarga ou do carregamento, os interessados devem entrar em contato com os responsáveis pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano pelo telefone 3631-2062, com Tânia, ou pelo telefone 3631-2014, com Adriano. O objetivo é de que futuramente um funcionário seja contratado para trabalhar todos os dias da semana no local. Por meio do projeto, os pneus são enviados para a reciclagem através da empresa Xibiu Comércio e Reciclagem de Pneus, de Curitiba, que realiza o recolhimento e encaminha para a reciclagem, onde o material é utilizado na fabricação de pisos industriais, solados de calçados, tapetes de carros e de cimentos.

Conforme o secretário, a Ameosc estará realizando uma parceria com as secretarias de Saúde para incentivar um programa de conscientização de combate à dengue. "Estamos com uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, porque o mosquito da dengue também se prolifera nos pneus, em água parada. Então achamos que é legal fazer uma parceria com a Secretaria de Saúde, que vai patrocinar as placas de conscientização e vamos fazer um placar que será atualizado todo mês para ver como está a coleta em cada município", explica.

 

PROJETOS

 

De acordo com Cozer, além do armazenamento de pneus, o Ecoponto foi alugado e habilitado para o recebimento de lâmpadas fluorescentes, vidros e demais matérias recicláveis, que serão coletados em todos os municípios da Ameosc, visando a despoluição do meio ambiente. "A princípio estamos fechados com os pneus, pois estamos preocupados não só em recolher, mas com o destino ecologicamente adequado para esses resíduos", destaca.

Ele adianta que a Ameosc está apenas iniciando os trabalhos, e que com o apoio dos prefeitos da região pretende realizar mais projetos de reciclagem que envolvam outros tipos de materiais além dos pneus. Um deles é o recolhimento de lâmpadas fluorescentes. "Uma lâmpada custa em média R$ 0,80 para que recebamos e encaminhemos para a empresa que recicla, devido aos produtos químicos que ela contém. Esse é outro projeto que estamos discutindo com as prefeituras. Pois não podemos entregar para qualquer um que vai moer essas lâmpadas e jogar em um aterro sanitário. Se assim fizermos, estaremos resolvendo um pequeno problema hoje e criando outro maior, amanhã. Estamos estudando para contratar a empresa Brasil Reclicle, de Indaial",enfoca.

Outros projetos, como o recolhimento de óleo de cozinha e lixo eletrônico, estão sendo estudados, além de parcerias para implanta-los.

 

COOPERATIVA

 

Na semana passada houve uma reunião com representantes da Ameosc e a procuradora da República, Maria Rezende Capucci, para discutir a implantação de uma cooperativa de reciclagem de resíduos sólidos. "A princípio o ecoponto vai servir para essas coisas básicas, mas quando começarmos a coleta de lixo e resíduos sólidos vamos ter que trabalhar de maneira mais ampla porque isso envolve as associações de catadores. Vamos tentar implantar associações em cada município para que elas coletem e separem o lixo reciclável, e vamos escolher uma cidade para sediar uma Usina de Reciclagem de Lixo, que será administrada por uma cooperativa das associações de catadores", anuncia. Cozer enfatiza que para que projetos como estes dêem certo, é necessário que a população ajude, contribua com idéias. "O clima tem nos cobrado com juros a nossa falta de preservação, o nosso desleixo com a natureza, a nossa ganância desenfreada e nosso espírito extremamente consumista. Ainda há tempo para que voltemos nosso olhar para a preservação", finaliza.

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