MEIO AMBIENTE

Diminuição de gases poluentes é registrada

Diminuição de gases poluentes é registrada

O surto da Covid-19 fez muitos governantes por todo o mundo tomarem decisões rápidas de colocar as pessoas em isolamento social e nesse sentido, cientistas perceberam que algumas questões ambientais que apresentaram uma significativa melhora em um tempo curto de restrições. Nova York concentra o maior número de pacientes acometidos pela Covid-19 dos EUA, com 92 mil até semana passada. O Jornal The New York Times fez essa constatação publicada no dia 22, segundo o jornal nova iorquino, um satélite que detecta emissões na atmosfera geradas por carros e caminhões mostra enormes quedas de poluição nas principais áreas metropolitanas, incluindo Los Angeles, Seattle, Nova York, Chicago e Atlanta. 

No Brasil, a Agência Brasil, de forma semelhante divulgou a queda da poluição do ar em São Paulo. Segundo a agência, desde o dia 20 de março, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) tem registrado qualidade do ar classificada como boa para os poluentes primários. A concentração máxima foi de um padrão de 9 ppm (partes por milhão) à 1,0 ppm, em uma média de oito horas, verificada na estação Marginal Tietê.

De acordo com o professor Tiago Rogerio Akaboci, engenheiro ambiental, professor na área de controle da poluição, os veículos automotores geram inúmeros contaminantes para o ar, dentre os quais pode-se destacar os materiais particulados, compostos orgânicos voláteis, monóxido de carbono, dióxido de carbono e enxofre, e óxidos de nitrogênio. Materiais particulados são partículas presentes no ar, como exemplo poeira, e possuem diversos tamanhos. Quanto menor o tamanho da partícula, mais problemáticas são. Materiais particulados gerados pelos motores dos veículos possuem tamanho menores que 0,2 micrômetros chega a ser aproximadamente um décimo do tamanho do diâmetro de um fio de cabelo. Estas partículas oferecem riscos à saúde humana, uma vez que elas podem penetrar nos pulmões, podendo levar, à longo prazo, ao surgimento de bronquite e problemas cardíacos. Já os COV (compostos orgânicos voláteis) contém contaminantes tóxicos, como por exemplo o benzeno, que pode causar câncer. 

Os COV's quando são emitidos para o ar podem reagir como outro composto que também são gerados por carros, os óxidos de nitrogênio. Nesta reação é formado o ozônio, pode levar à irritação nos olhos e no trato respiratório, além de agravar problemas respiratórios como asma e bronquite, e redução da capacidade respiratória. O professor diz que observa que houve nos últimos dias uma redução bastante significativa da poluição do ar em diversas cidades. Essa questão ambiental é a preocupação de muitos países onde há um movimento para substituição de carros à combustão por veículos elétricos. Na Noruega, por exemplo, já foi estipulada como meta para 2025 o final da comercialização dos veículos à combustão. França e Alemanha seguiram o mesmo caminho. "Certamente algum momento esta discussão chegará ao Brasil", afirma o professor Akaboci. 

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