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Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase
A Secretaria de Saúde destaca o Dia Mundial de Luta Contra Hanseníase, lembrado no último dia 24. A doença é infecciosa de evolução prolongada que ataca principalmente a pele e os nervos. Em Xaxim, profissionais da saúde alertam para os sintomas da doença e fornecem, através do SUS, medicamentos gratuitos para o tratamento.
A hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e não é hereditária. É a menos contagiosa das doenças transmissíveis, porém é a que tem o mais longo período de incubação. Desde o momento em que o bacilo penetra no organismo até o aparecimento dos primeiros sintomas ou sinais, pode levar entre três e cinco anos. A principal fonte de transmissão é o doente que não está em tratamento. O contágio se dá através da convivência deste com outras pessoas, pelas vias respiratórias.
Entre os sintomas estão lesões de pele com alteração de cor e de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor, ao tato; dormência; formigamento; nódulos (caroços doloridos); edemas (inchaços); manchas esbranquiçadas ou de cor parda; dores próximas ao cotovelo, joelho e tornozelo; queda de pelos no corpo.
Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, mais rápida e segura será a cura da Hanseníase. Conforme a Diretora da Vigilância Epidemiológica, Vera Lúcia de Siqueira, o tratamento é uma combinação de medicamentos, que são fornecidos gratuitamente através do SUS na Secretaria de Saúde. As pessoas em tratamento devem comparecer mensalmente ao Serviço de Saúde onde fazem o tratamento; levar os familiares para o exame no Serviço de Saúde; Seguir as orientações dadas para evitar as incapacidades decorrentes da doença. Durante e após o tratamento regular, o paciente permanece com suas atividades junto à família, no trabalho e na comunidade, sem necessidade de isolamento.
Casos no Estado
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) registrou 127 casos de hanseníase até meados de dezembro de 2014 em Santa Catarina. Foram 154 em 2013, ano em que no Brasil mais de 31 mil pessoas contraíram a doença. O risco de transmissão é baixíssimo no estágio inicial, e o índice de cura da hanseníase em Santa Catarina foi de 84,2% em 2014, valor considerado regular.
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