Delegados e policiais realizam nova reivindicação salarial

Delegados e policiais realizam nova reivindicação salarial
Folha do Oeste - O intuito da paralização é um tratamento salarial digno à profissão

Caso não haja concenso entre a categoria e o governo estadual, uma paralizações de 72 horas está programada para a próxima semana

A classe da Polícia Civil está novamente reivindicando reajuste salarial. A principal reclamação é por conta dos mais de 13 anos sem receber reposição nos vencimentos por parte do governo Estadual.

Nesse sentido, nesta quarta-feira, dia 9, houve mais uma ação reivindicativa, onde foram recolhidos e doados alimentos não perecíveis para uma entidade filantrópica da região.

No mês passado já houve um movimento semelhante em frente à delegacia da comarca de São Miguel do Oeste, e também em outras regiões do estado. Desde então, o delegado Henrique Gonçalves Muxfeldt explica que já ocorreu uma mudança de postura por parte do governo que procurou representantes de classe da Polícia Civil, para possíveis negociações.

“No entanto, houve duas reuniões que não foi concretamente apresentado valores ou porcentagens aos policiais. Então nesse intuito, os Policiais Civis da 13ª Região se mobilizaram”, destaca.

Quanto à possibilidade de greve os delegados garantem que ainda não será realizada. No entanto, a classe avisa que ocorrerá uma paralização na próxima semana caso o governo não apresente uma proposta para que seja aprovada pela categoria.

“Se não houver uma negociação até o dia 15, nós faremos uma paralização no estado inteiro de 72 horas, nos dias 16, 17 e 18. Como mais uma forma de provocar o governo a tomar uma inciativa”.

Na paralização estão previstas a suspensão momentânea de trabalhos mais burocráticos e de menor ocorrência. Causas consideradas graves e flagrantes continuam a ser realizados.

Segundo o delegado Alexandre Meyr, mais uma vez a paralização realizada está sendo feita de forma organizada e pacifica. Conforme o delegado a manifestação novamente serve para mostrar para a população a qualidade do trabalho da Polícia Civil e ainda sensibilizar o governo em relação às necessidades urgentes de seus servidores.

O escrivão da Polícia Civil, José Augusto Tunin ressalva que há uma defasagem salarial de cerca de 140% e a melhoria da remuneração seria digna perante os trabalhos que são realizados junto a sociedade.

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