Decretada situação de calamidade pública em Anchieta

Decretada situação de calamidade pública em Anchieta
Assessoria Pref. - Moradores de Anchieta tiveram prejuizos com a chuva de granizo

Várias cidades da região foram atingidas por temporal na noite de segunda-feira

Somente na manhã desta terça-feira, dia 30, foi possível observar o cenário de prejuízos causados por um forte temporal que atingiu a região na noite de segunda-feira, dia 29. A ocorrência de granizo acompanhado de chuva intensa levou a prefeita de Anchieta, Ione Presotto, a decretar, na manhã desta terça, situação de emergência devido aos estragos causados em parte do município.

A situação de calamidade pública foi decretada ao meio- dia, levando-se em consideração o levantamento feito por 10 equipes de trabalho na cidade e bairros na parte do interior do município, totalizando 10 comunidades atingidas. Conforme o levantamento realizado com o auxílio da Defesa Civil, cerca de 50% das residências do município foram atingidas, ou seja, mais de 470 moradias danificadas. Cerca de 120 residências estão sem energia elétrica, aproximadamente 625 residências sem abastecimento de água, não há sinal de telefonia celular e na maioria das residências a rede de telefonia não está funcionando. Pontes, bueiros e estradas também foram danificadas.

De acordo com a prefeita, calcula-se que mais de 1.870 mil pessoas tenham sofrido prejuízos com o temporal. Órgãos públicos, como prefeitura, Posto de Saúde, Apae e outras unidades escolares foram atingidas. Ione destaca que em razão dos prejuízos na unidade de Saúde, os atendimentos à população estão sendo feitos somente no Hospital Municipal. As aulas estão suspensas até quinta feira, dia 1º de setembro, para limpeza e conserto das escolas atingidas. Até que se proceda a troca dos telhados das casas danificadas, a Defesa Civil distribuiu 10.640 m² de lona para proteger o telhado.

“Agradecemos a solidariedade da região, mais especificamente das corporações de bombeiros, que estão nos auxiliando neste momento. O município foi atingido por pedras maiores que ovos de galinhas, o que causou pânico na população”, destaca.
Segundo a prefeita, a orientação é para que as pessoas que tenham seguros de residências, façam um boletim de ocorrência no Corpo de Bombeiros de Palma Sola, a partir da manhã desta quarta-feira, dia 31, para comprovar os danos em suas moradias. Além disso, Ione salienta que a administração disponibilizou um caminhão-pipa para atendimento às famílias necessitadas.

Hoje, será finalizado o levantamento dos prejuízos em Anchieta. As equipes da Defesa Civil fizeram levantamentos in loco durante todo o dia desta terça. “Que desperte o espírito solidário na população local. Que uns ajudem os outros, que auxiliem seus vizinhos atingidos. Precisamos de voluntários para a recuperação da cidade”, afirma Ione.

São Miguel do Oeste

A chuva da noite de segunda-feira, dia 29, também causou prejuízos em diversos pontos de São Miguel do Oeste. Apesar dos ventos fortes e do granizo no município, o que causou dor de cabeça a muitos moradores foram os alagamentos registrados em praticamente todos os bairros da cidade. Ainda na manhã desta terça-feira, dia 30, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Jaime Pretto, esteve vistoriando os locais atingidos e afirmou que obras emergenciais serão realizadas para amenizar os problemas.

Na Rua Arlindo Torral, no bairro Estrela, a chuva torrencial, combinada com a precária infraestrutura da via, causou muito transtorno durante toda a madrugada. Casas foram alagadas, barro e pedra invadiram jardins e o local ficou intransitável. O morador Vitório Francisco Pagliari conta que a chuva forte iniciou por volta das 21h e logo a água começou a descer pela rua e invadir as residências. São pelo menos seis casas que sofrem com alagamentos toda vez que chove forte. Na família Pagliari, água, barro e pedras invadiram os dois pisos da casa, causando muito prejuízos. Um sofá e alguns carpetes foram perdidos. A entrada da garagem foi arrancada pela força da água e a família teve que sair a pé nesta terça-feira.

Os moradores reclamam do descaso da Administração Municipal com o local. Segundo eles, a situação se repete há mais de 30 anos. Sem tubulação a água não escoa, invadindo as residências. Os poucos tubos na rua foram instalados pelos próprios moradores, na tentativa de amenizar os problemas. "Não temos seguro, passamos a noite tentando salvar nossas coisas e anda tivemos prejuízos. Sempre que chove forte acontece isso. Espero que a prefeitura solucione o problema e coloque a tubulação", manifestou Pagliari.

O secretário Jaime Pretto afirmou que as obras de tubulação e pavimentação com pedras irregulares na Rua Arlindo Torral devem entrar nos próximos projetos com recursos a fundo perdido. Já o prefeito Nelson Foss da Silva destacou que os problemas no local são consequência dos loteamentos irregulares construídos há décadas.

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