Confira o perfil de Luci Bernardete Bettanin

Confira o perfil de Luci Bernardete Bettanin
Folha do Oeste - Luci Bernardete Bettanin

Secretária de Assistência Social de São Miguel do Oeste está no Perfil desta edição

A dinâmica de incluir as pessoas carentes na sociedade deve continuar e todos podem colaborar com isso. A afirmação é da secretária de Assistência Social de São Miguel do Oeste, Luci Bernardete Bettanin. Natural de Pinhalzinho, a filha dos agricultores, José (in memoriam) e Terezinha, nasceu no dia 11 de novembro de 1965.

Junto com os oito irmãos, cresceu e viveu sua infância e adolescência no interior do município. “Apesar de todas as dificuldades, foram fases de muito aprendizado. Aprendi a cuidar da lavoura, da natureza e das pequenas coisas no dia a dia. Passamos por muitas dificuldades, inclusive alimentares. Não tenho vergonha disso, porque fez com que lutássemos para conseguir ajudar os pais, e a ter uma vida melhor. Enfim, aprendi a superar as dificuldades e a valorizar tudo o que temos na vida”, revela.

A carência me comoveu e talvez por isso escolhi cursar Assistência Social. “Foi um período de bastante esforço pessoal, porque tinha que me deslocar de ônibus até Chapecó para fazer minha graduação, mas consegui”, garante. Apaixonada pela profissão, Luci acredita e afirma que sua luta é para que todos tenham direito a ter uma vida digna, a ter água limpa, a ter um trabalho. Entre as experiências profissionais, Luci destaca que já atuou como secretária em uma cooperativa em Pinhalzinho.

Trabalhou também, por um ano, em uma empresa de marketing em São Paulo, passando a morar posteriormente em São Miguel do Oeste. Nesta cidade, sempre atuou em sua área de formação, Assistência Social. Atualmente, exerce o cargo de secretária municipal de Assistência Social. “É uma profissão desafiante que escolhi, à qual me dedico bastante. Meu objetivo é incluir pessoas nos seus direitos, mesmo aquelas condenadas à exclusão”, considera.

Nesta função, Luci destaca que presenciou conquistas bastante significativas, como a implantação do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), que são políticas do Suas (Sistema Único da Assistência Social), humanização dos serviços prestados e realização de diversos outros projetos.

“Um sonho que tenho, é ver a estrutura do Caic arrumada, reformada, para melhor acolher as pessoas que frequentam este local, para que elas se sintam valorizadas e com autoestima elevada. Não é porque se é pobre que deva ficar em lugar onde não se tem manutenção. Outra meta que tenho como secretária, é ter mais equipes do Cras, e profissionais efetivos. Além, claro, de conseguir oferecer ainda mais projetos para as famílias migueloestinas”, avalia Luci, única gestora do extremo oeste que participará como delegada na Conferência Nacional de Assistência Social, que acontece em dezembro deste ano.

Família e lazer

“Os maiores presente da minha vida foram a minha filha e o meu marido. Eles são meu porto seguro. Agradeço a Deus a todo momento por tê-los colocado na minha vida. A minha família me conforta e a razão do meu viver”, enfatiza Luci,que é casada com Cleonor Mahl e mãe de Vitória, de seis anos. Apaixonada por música, criança e natureza, nas horas de lazer, a secretária cita que gosta de dormir, fazer visitas e acompanhar cavalgadas. Sobre esportes, Luci aponta que admira os esportistas, porém, devido a uma lesão na coluna, atualmente só pratica Pilates.

Futuro e região

Entre as perspectivas para o futuro, a atual secretária municipal revela que espera poder dedicar mais tempo à família, ficar mais próxima da filha, do marido e de todos os familiares. Ela afirma, ainda, que pretende continuar o trabalho de inclusão das pessoas carentes na sociedade, para que se sintam parte da história do município. Um sonho na vida pessoal é viajar, conhecer novos lugares na companhia da família. Ao avaliar o extremo oeste, Luci ressalta que por ser uma região distante dos grande centros, os municípios devem se unir em busca de seus ideais e de mais desenvolvimento.

“É preciso se organizar mais e buscar as coisas de maneira conjunta, para o bem todos. Mas é uma região muito bonita, tem muita cultura e muito desenvolvimento acontecendo. Porém, um dos fatores que me preocupa e que deva ser hoje o maior problema na região, é a questão de drogas. Acho que todos temos o compromisso de prevenir e controlar a chegada deste grande e sério problema social no extremo oeste”, desabafa.

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