Como está a saúde de seus rins?

Como está a saúde de seus rins?
Divulgação - A água auxilia no funcionamento dos rins

Fique atento aos métodos de prevenção para evitar doenças renais

Nesta quinta-feira, dia 14, é comemorado o Dia Mundial do Rim. Este é um momento oportuno para abordar a necessidade da prevenção contra as doenças renais. Neste ano, com o tema "Pare de agredir seus rins", a Semana da Nefrologia enfatiza a desinformação quanto aos riscos do desenvolvimento da doença renal em qualquer pessoa.

A data torna oportuna para que médicos pertencentes a todas as especialidades, bem como as equipes da Estratégia Saúde da Família tenham maior preocupação com as doenças renais e façam, assim, um diagnóstico o mais precoce possível.

De acordo com o médico nefrologista, diretor técnico da Clínica Renal do Extremo Oeste, Gelson Antonio dos Santos (CRM 7102), quando se fala em "agredir seus rins" se tem por conhecimento que o uso abusivo de sal é uma das questões mais importantes para agressão renal. "Muitas outras situações devem ser lembradas como agressivas aos rins. O controle irregular da pressão arterial (onde o normal deve ser 120/80), diabetes não controlado (normal em jejum de até 100), doenças infecciosas não adequadamente tratadas ou mesmo o uso abusivo de antibióticos e anti-inflamatórios, episódios de desidratação por qualquer motivo, uso de medicamentos sem controle médico e mesmo o uso de contrastes para uso nos serviços de radiologia, são algumas das causas das doenças renais e que, sem orientação médica, os rins serão os órgãos com tendência a sofrer agressões maiores", explica o especialista.

FIQUE ATENTO AOS SINTOMAS

Segundo o médico nefrologista, Gelson Antonio dos Santos (CRM 7102), a preocupação quanto às doenças renais é grande devido ao fato de ocorrerem poucos sintomas da falência dos rins.

As relações que os rins mantêm com os diversos órgãos de corpo são importantes para que se mantenha o equilíbrio saudável de vida. Pesquisas mostram que os rins "falam" com outros órgãos (coração, pulmões, cérebro e fígado) o que fica evidente nas funções que estes órgãos realizam.

Doenças que causam obstrução dos rins, como crescimento da próstata, e doenças que demandam aumento de volume do útero também favorecem a falência renal. Assim, os sintomas da doença renal crônica estão relacionados a outros órgãos, por exemplo: inchaço em pernas e fraqueza, presença de anemia, falta de ar e inchaço. "Espuma ou sangue na urina são sinais de maior gravidade e devemos estar alerta pela presença de espuma persistente no vaso sanitário. Portanto, se não tivermos atenção necessária, os rins certamente serão o motivo para uma vida cercada de doenças. A doença renal é, muitas vezes, silenciosa. Doenças como infecção urinária e pedras nos rins são situações de urgência e que a pessoa não deve deixar de buscar auxilio médico", alerta.

Em dados do Ministério da Saúde, cerca de dois milhões de brasileiros em 2006 apresentavam doença renal crônica, porém, 60% destes não tinham conhecimento, sendo o diabetes e a hipertensão arterial as principais causas. Atenção: sinais de dificuldade para o controle do diabetes e da pressão arterial são sinais de piora das doenças renais!

COMO SABER DA EXISTÊNCIA DE QUALQUER DOENÇA RENAL?

O diretor técnico da Clínica Renal do Extremo Oeste, Gelson Antonio dos Santos (CRM 7102), orienta que existem exames simples e disponíveis em diversos postos de saúde e consultórios médicos. Exames como a creatinina e o exame comum de urina (EQU) são os que estabelecem a primeira ligação com a doença renal. Assim, estes exames devem fazer parte de qualquer "check up" em rotina ou mesmo em consultas por doença, onde o médico assistente deverá ter a atenção necessária para avaliar os rins por meio destes exames.

Vale lembrar que familiares de doentes renais têm, por obrigação, o controle de saúde por meio destes exames. "Novamente falo da campanha devido ao tratamento. Se conhecermos a presença da doença renal crônica, o tratamento médico fica mais fácil e econômico, além de termos a segurança de manter a doença sob controle. Em certas condições, com a insuficiência renal crônica estabelecida, o tratamento de diálise torna-se a única opção até o transplante renal; assim, a pessoa em controle especializado e que necessite deste tratamento terá o início com maior segurança e com menor risco para complicações", aponta o médico.

ÍNDICE DE DOENÇA RENAL ASSUSTA

Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 380 pessoas entre um milhão terão doença renal em diálise, porém este é um número pequeno se levarmos em conta as estatísticas internacionais, onde as taxas de prevalência para doença renal crônica são cerca de quatro vezes maior, atingindo mais de 1.000 pessoas para cada milhão de habitantes, e no Japão 1.800 pessoas. No Uruguai, 800 pessoas para cada milhão. Já no extremo oeste, são 111 pessoas por milhão, o que mostra dois pensamentos: um grande número de pessoas desconhece ter uma doença renal e devido ao desconhecimento muitas deverão morrer sem ter acesso a um diagnóstico e ao tratamento corretos.

"Portanto, deixamos aqui a lembrança da doença renal, em que sinais simples de inchaço e a presença de sangue e espuma na urina são indícios de algum problema renal. A anemia crônica é um forte sinal da doença renal, como também o difícil controle da pressão alta ou uso de diversos medicamentos para controle da pressão. O ato de urinar mais à noite que durante o dia, a presença de cãimbras, os sintomas de falta de ar devido a doenças do coração devem ser lembrados como sinais da doença renal crônica", reforça o médico nefrologista Gelson dos Santos (CRM 7102).

 

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