ECONOMIA

Comércio estima que Dia dos Pais movimente bilhões

Comércio estima que Dia dos Pais movimente bilhões
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Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil apontou que 61% dos consumidores devem ir às compras para adquirir um presente neste Dia dos Pais. A data, comemorada no próximo dia 12, levará 93 milhões de pessoas ao comércio nacional, que espera faturar R$ 14 bilhões no varejo. No ano passado, o número de pessoas que comprar presentes foi menor: 55%.

Apesar de a intenção de presentear no Dia dos Pais ser elevada, a maior parte dos brasileiros está cautelosa na hora de gastar. Do total de potenciais compradores, 40% disseram que planejam gastar a mesma quantia que no ano passado. Os que vão desembolsar menos formam 16% da amostra, ao passo que 32% acreditam que vão gastar mais. 

Entre as pessoas que vão às compras, o valor desembolsado com o total de presentes será, em média, de R$ 149,27 - valor que diminui para R$ 139,36 quando considerados somente os consumidores das classes C, D e E. De acordo com o levantamento, a maior parte (50%) dos entrevistados pretende comprar apenas um presente para o Dia dos Pais. Os que vão adquirir dois presentes somam 34% da amostra. Apenas 28% dos consumidores não devem presentear alguém na data, sendo que a principal justificativa é o falecimento do pai (70%).

Os problemas econômicos que o país atravessa são a principal razão da cautela dos compradores. Mais de um terço (34%) dos que pretendem gastar menos afirmam passar por uma situação de aperto financeiro e 24% pretendem economizar com os presentes. Já 16% devem priorizar o pagamento de dívidas em atraso. Por outro lado, entre os que pretendem gastar mais em 2018, 54% disseram que irão comparar um presente melhor, enquanto 24% acreditam que os produtos estão mais caros. 

"As tradicionais datas comemorativas demonstram um forte apelo emocional e muitas vezes até se descolam do ambiente de crise, que segue impactando o orçamento das famílias. Tanto é que nas últimas três datas comemorativas deste ano, o varejo apresentou crescimento nas vendas. Os resultados, contudo, foram discretos e não revertem as perdas acumuladas durante a crise. Ainda assim, servem de alento para impulsionar a retomada da economia", explica o presidente da CNDL, José Cesar da Costa. 

Roupas são os itens mais buscados e maioria pretende pagar à vista

Neste ano, os itens mais procurados para agradar os pais devem ser as roupas (50%). Em seguida aparecem os perfumes e cosméticos (32%), calçados (28%) e acessórios (27%), como cintos, carteiras, relógios e meias. Haverá ainda procura por ferramentas (10%), artigos esportivos (10%) e smartphones (10%). As pessoas mais presenteadas neste ano devem ser os pais dos entrevistados (64%), esposos (20%), o pai dos filhos dos entrevistados (11%), sogros (7%) e avôs (5%). Há ainda 5% de entrevistados que devem se auto presentear.

Com relação à forma de pagamento, a maioria dos entrevistados mostra preferência pelo pagamento à vista, seja em dinheiro (53%) ou cartão de débito (22%). O pagamento via cartão de crédito, seja em parcela única ou mais de uma parcela, será escolha de 16% e 25% dos consumidores, respectivamente. Entre aqueles vão dividir o pagamento, a média será de quatro prestações. Isso significa, que muitos dos que vão agradar os pais nesta data, só terminarão de quitar as prestações na época do Natal. "Em um momento em que os trabalhadores estão inseguros em seus empregos e com relação ao futuro da economia e da política, comprar o presente à vista em dinheiro pode ser uma alternativa sensata para fugir do endividamento", orienta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. 


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