Chuvas e ventos de mais de 70 km/h

Em SMOeste, pelo menos 30 residências sofrem danos

Foram poucos minutos, mas com ventos suficientes para danificar muitas residências em São Miguel do Oeste, Itapiranga e Iporã do Oeste na manhã da última segunda-feira, dia 30. Conforme a central de meteorologia da Epagri/Ciram, o fenômeno que atingiu o Estado foi decorrente de uma frente fria que avançou pelo sul do Brasil, e associada a um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai, deixando o tempo instável com chuva e ventos fortes. Segundo os meteorologistas, os ventos que atingiram São Miguel do Oesste e região estiveram em média próximos a 70 km/h. Segundo os especialistas, os temporais com rajadas de vento e chuva forte são fenômenos pontuais, ocorrendo com forte intensidade em algumas localidades e em outras bem próximas, e isso explica o fato de apenas alguns bairros terem sido atingidos em SMOeste.

Conforme o sub-comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Diego Maciel Serafim, em SMOeste foram atingidos os bairros São Sebastião e Estrela. Ao todo, os bombeiros receberam 31 chamados, onde problemas relatados foram destelhamentos e quedas de árvores. Foram prestados socorros a cerca de 20 residências, sendo que em alguns locais os próprios moradores cobriram as residências com lonas plásticas. Também houve casos em que os bombeiros não foram chamados. Outros retiraram lonas no próprio quartel. No total, mais de 1,3 mil metros quadrados de lonas foram distribuídos pela corporação. Uma criança foi atingida na cabeça pelo portão basculantes de EEB Marechal Artur da Costa e Silva do bairro Salete, que fechou com a força do vento quando a criança estava entrando. Ela teve escoriações leves.

Segundo a moradora Maria de Lurdes Scariot, o temporal começou por volta das 7h30, quando ela ainda estava na cama e acordou com o barulho das telhas quebrando. "Foi só uma passada de vento e levou tudo. Foi bem rápido", lembra. Conforme Maria de Lurdes, a residência possuiu seguro; e morando por muitos anos no bairro Estrela nunca sofreu dano algum com temporais. Muitos vizinhos da família Scariot também foram atingidos pelo vendaval.

Em Itapiranga, a chuva intensa começou por volta das 6h15 e durou cerca de meia hora. Segundo os bombeiros, houve destelhamentos em escolas e casas. O bairro das Flores foi o mais atingido. Também houve registro de queda de árvores e a SC-472 chegou a ser bloqueada. O vento derrubou árvores, quebrou galhos e interditou as avenidas Beira Rio e Uruguai. Uma árvore caiu sobre um automóvel e outro veículo teve a lataria atingida pela madeira de uma construção. Os maiores danos foram registrados na área industrial, onde o pavilhão de uma empresa foi destruído. A produção foi suspensa e os funcionários trabalharam durante toda a manhã na cobertura. No bairro Bela Vista, uma residência teve 90% do telhado arrancado.

No município de Iporã do Oeste, conforme o comandante do Corpo de Bombeiros, Valdair Pereira, algumas árvores foram arrancadas, obstruindo três ruas. O vento também provocou queda de energia elétrica, afetando a cidade durante toda a manhã.

De acordo com a Epagri/Ciram, a previsão é de que as chuvas fiquem dentro da normalidade climática para Santa Catarina, no trimestre que envolve dezembro, janeiro e fevereiro. Em dezembro, há indicativos de que as chuvas fiquem acima do normal e que sejam mais frequentes, normalizando com períodos sem chuva no mês de janeiro e fevereiro, especialmente nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste. "Mesmo assim, a época também é marcada por alguns eventos de chuva intensa em curto espaço de tempo, por vezes associados a temporais e granizo isolado, que podem ocorrer em todo o Estado e provocar estragos", destacam os meteorologistas.

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