JULGAMENTO

Caso Montagna: Autor do disparo diz que foi contratado para matar advogado

Caso Montagna: Autor do disparo diz que foi contratado para matar advogado

Iniciou hoje, dia 01 de julho, na Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste, o julgamento dos acusados pelo assassinato do advogado Joacir Montagna. O crime aconteceu no dia 13 de agosto de 2018, dentro do escritório de advocacia da vítima, em Guaraciaba. 

Na tarde desta segunda-feira, o Tribunal do Júri retomou os trabalhos com a oitiva das testemunhas.

Durante os questionamentos do promotor João de Andrade, o autor do disparo, Lucas Gomes dos Santos, de 24 anos, afirmou que foi contratado para matar o advogado Joacir Montagna. Segundo o réu, após vir do Rio Grande do Sul como foragido, conheceu o suposto mandante do crime, Adelino José Dala Riva em Chapecó. Após uma conversa em um bar, Adelino teria encomendado a morte do advogado e disse a Lucas que a motivação do crime seria por vingança, devido a uma defesa fracassada por parte da vítima. 

No dia 06 de agosto, Adelino se deslocou até Guaraciaba juntamente com Lucas, visando conhecer o local do crime. Segundo Lucas, ele comentou com Adelino que o crime não poderia ser cometido no escritório, pois havia câmeras de vigilância. No dia 08 de agosto, os dois (Lucas e Adelino) retornaram a São Miguel do Oeste para averiguar o segundo local de trabalho do advogado. Conforme Lucas, como não conseguiram identificar o segundo local de trabalho da vítima, ele disse a Adelino que efetuaria o  serviço ali mesmo no escritório da vítima. 

Segundo o depoimento do réu, o valor acertado entre as partes para a efetivação do crime, seriam R$ 7,5 mil reais em dinheiro e a arma a ser usada no delito. Adelino teria entregue um revolver com 12 munições a Lucas. O suposto mandante do crime, Adelino, também teria ligado, na frente de Lucas, para o escritório de advocacia da vítima para verificar o horário de atendimento do estabelecimento, certificando-se que o advogado estaria no prédio no momento da ação. 

O autor do disparo afirmou em seu depoimento que na noite anterior ao crime, fez uso de bebidas e cocaína. Logo na manhã do dia 13 de agosto de 2018, se deslocou de Chapecó até Guaraciaba, com os irmãos David Gomes dos Santos e Abel Gomes dos Santos. "Eu falei para o David que seria um assalto. Ele concordou em vir porque também precisava de dinheiro. Já o Abel ficou sabendo no caminho pra cá, porque eu tinha falado que teria que vir para Guaraciaba para realizar um trabalho de paver. Eles não sabiam que era para matar alguém", disse Lucas. 

No dia do crime, David e Lucas chegaram ao local do crime. Lucas entrou no estabelecimento comercial e anunciou o assalto. As secretárias que estavam no escritório começaram a gritar e Lucas pediu para que ficassem quietas, pedindo a elas onde estava o doutor. Ele seguiu até a sala onde o advogado se encontrava, momento que engatilhou a arma, anunciando o assalto. Ele pediu que as mulheres deitassem no chão, momento que o advogado fez o mesmo. Segundo Lucas, momento em que efetuou um único disparo, atingindo a cabeça da vítima. 

Após fugir na motocicleta, David questionou o irmão sobre o que havia acontecido. Momento em que aconteceu uma discussão entre os dois. Quando chegaram até o irmão Abel, que estava esperando na rodovia com o carro, abandonaram a moto. Lucas disse que foi pressionado pelos irmãos e que jogou a arma fora. O autor do disparo disse aos irmãos que a vítima teria reagido e por isso ele teria atirado. 

No retorno, quando chegaram a Chapecó, Lucas disse ter pego o celular e mandado uma mensagem a Adelino, citando que o serviço tinha sido realizado. Após cerca de uma hora, Adelino teria entregue o dinheiro a Lucas, conforme combinado entre os dois. Após o pagamento, Lucas e Adelino quebraram os celulares e não se falaram mais, voltando a se encontrar quando já estavam presos. 

Lucas ainda disse que não repassou nenhum dinheiro aos irmãos Abel e David e que gastou todo o dinheiro em drogas, bebidas e boates. 

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