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Carne suína: proteína nobre de SC conquista a América
Muitos paradigmas foram quebrados e muitas resistências vencidas
A carne suína catarinense chega neste mês ao mercado norte-americano, o maior e um dos mais exigentes do planeta. Essa conquista tem um valor simbólico muito grande e resulta de sérios e compenetrados esforços das agroindústrias, dos produtores rurais e do governo. Não chegamos a este estágio de forma gratuita. O primeiro passo nessa direção foi dado pelo governador Esperidião Amim e pelo secretário da agricultura Odacir Zonta - a decisão de NÃO vacinar o rebanho catarinense contra a febre aftosa - na busca de um status sanitário superior e diferenciado. A vacinação era obrigatória e fiscalizada pelos serviços veterinários oficiais até a decretação de área livre sem vacinação.
Muitos paradigmas foram quebrados e muitas resistências vencidas. Uma deputada estadual, na época, chegou a ajuizar ação contra o governo e as entidades do agronegócio (que não prosperou no Judiciário) por não aceitar a decisão de suspensão definitiva da vacinação. A cadeia produtiva, entretanto, perseverou na busca da qualidade e da segurança sanitária e os resultados surgiram. Em fevereiro de 2007, a Comissão Técnica da OIE (Organização Internacional de Saúde Animal), reunida em Paris, aprovou o reconhecimento de Santa Catarina como área livre de aftosa sem vacinação. A decisão técnica foi homologada na assembleia geral da OIE convocada para o dia 25 de maio, na capital francesa, onde se reúne anualmente aquele organismo internacional. Na prática, o estado já desfrutava dessa condição, mas a chancela da instituição mundial conferiu um novo status à economia catarinense.
Quando do reconhecimento pela OIE, em 2007, o Estado estava há 14 anos sem ocorrência de aftosa e há seis anos sem vacinação. Hoje, são 21 anos sem ocorrência e 13 anos sem vacinação, configurando um status sanitário único no Brasil. Santa Catarina tornou-se uma ilha de sanidade, demonstrando possuir um dos mais confiáveis sistemas sanitários do país.
No ano passado, a carne suína catarinense chegou ao Japão, o mercado mais exigente; agora, chega aos Estados Unidos, o maior. Nosso compromisso é manter e aperfeiçoar essa extraordinária cadeia produtiva, orgulho de Santa Catarina, patrimônio do Brasil.
MÁRIO LANZNASTER
Presidente da Coopercentral
Aurora Alimentos
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