Candidatos colocam o pé na estrada em busca de votos

Candidatos colocam o pé na estrada em busca de votos
Folha do Oeste

 Desde o dia 5 de julho, está deflagrada a campanha para as eleições de 2010, onde serão eleitos presidente, senadores, governadores, deputados federais e estaduais pelos brasileiros. Seguindo a tradição de sempre oferecer espaços para os legítimos candidatos a representante do povo nas esferas governamentais, a partir desta edição, o Folha do Oeste dará a largada para uma série de entrevistas com os candidatos com mais identidade na região Extremo Oeste. Também abriremos espaço para aqueles que não têm base eleitoral na região, mas têm história dentro da política e que seguidamente estão por aqui, trazendo verbas e auxiliando no desenvolvimento. Certamente seremos visitados por candidatos de primeira viagem, ou de pouca expressão, alguns sem chances reais de eleição, mas não deixaremos de oportunizar espaços em nossas páginas, para que estes também possam manifestar suas propostas e metas de campanha, a fim de que você, leitor, possa escolher bem o seu candidato.

 

Sendo assim, quem abre oficialmente o roteiro de reportagens dos candidatos no pleito de 2010 é o ex-vereador e delegado de Polícia em São Miguel do Oeste, Maurício Eskudlark (PSDB). Nos últimos anos, devido ao cargo de delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, ele não esteve permanentemente em São Miguel, mas é comum observar Eskudarlk em eventos na cidade e região. Ele destacou que poucas vezes, na história política, São Miguel do Oeste terá somente um candidato para deputado estadual. “Sou radicado aqui, tenho domicílio eleitoral e uma história de vida nesta cidade. Assumi vários cargos em nível de Estado, mas não perdi a identidade com a região, que precisa de representatividade”, observou.

Quando assumiu uma vaga na Assembleia Legislativa em 2006, Eskudarlk lembrou que foi um período curto, de três meses, mas pôde fazer muito pela região. “Estou em São Miguel desde 1979 e, nesse período, poucas vezes o município teve seu deputado. Vou trabalhar bastante essa questão regional, porque vejo o apoio em todos os municípios, inclusive de outros partidos que não possuem candidatos na região”, explicou.

Além de ser um representante nato do setor de segurança pública, Eskudarlk também tem forte ligação com o esporte. Ele recordou que na única vez que São Miguel do Oeste foi campeão do futsal nos Jogos Abertos de Santa Catarina, no ano de 1989, em Joaçaba, era o presidente do Clube Comercial, time que representava a modalidade. Ele também atuou em várias equipes amadoras de futebol de campo, como por exemplo o Esporte Clube Pérola, esteve na presidência da Liga Esportiva, do Rotary e foi auditor da Justiça Desportiva. “Muitos candidatos virão para a região se dizendo representantes, mas na verdade são somente quatro nomes que buscam a eleição. Vamos brigar pelas necessidades, pela juventude, pelo idoso, por trabalho, pela agricultura. São vários projetos que precisamos levar adiante e para isso a região precisa ter força política no Estado”, afirmou.

Uma das bandeiras defendidas pelo candidato é a questão da conclusão definitiva do Hospital Regional. Eskudlark perdeu um filho, que está enterrado em São Miguel. “Se na época tivéssemos um hospital com mais tecnologia, talvez meu filho não tivesse falecido. Muitas famílias sofrem com a falta de estrutura na região, principalmente na saúde pública e uma das lutas é fazer com que o hospital funcione”, relata.

Questionado sobre o apoio em sua candidatura da área da segurança pública, Eskudlark recordou que na eleição passada teve votos em 253 municípios de Santa Catarina e agora pretende ser votado nos 293 municípios catarinenses, graças também à representatividade classista. “Espero uma votação maior na Grande Florianópolis, por ter ficado mais de três anos como delegado geral de polícia, onde há um contingente grande de policiais e também de moradores do Oeste”, informa.

Na última eleição, quando concorreu a deputado federal, Eskudlark recebeu cerca de 10 mil votos na região de Balneário Camboriú, onde atuou como delegado regional de polícia. Por todas estas questões, ele destaca que será uma eleição estadualizada. “Há mais de três anos estamos pensando nesta eleição”, resumiu.

Em sua análise sobre o atual quadro da tríplice aliança, onde o PSDB está apoiando o DEM e o PMDB, Eskudlark disse que foi uma definição que não contentou a todos, pois o governador Pavan tinha vontade de disputar a eleição e ficou chateado por ter que aceitar a determinação federal, para que no Estado o partido fizesse parte da tríplice. “Agora, o momento é dos partidos trabalharem em conjunto, em prol do projeto estabelecido e buscar seu espaço político. Sempre surgem essas dificuldades na hora de fecharem as coligações. Exemplo disso foi quando fui candidato a prefeito em São Miguel do Oeste, em 1996. Essa é a oportunidade de o Extremo Oeste ter representatividade na Assembleia, e terei o apoio do governador Pavan, pois eu o trouxe para a região. Sabemos da inteligência dos cidadãos em saber o quanto é importante a sua representatividade. Eleição tem a cada quatro anos e quem não corresponde não pode continuar representando a população de seu município e sua região”, finaliza o candidato Maurício Eskudlark.

 

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