Banco do Brasil terá metas com o Revitalizar

Em reunião realizada na manhã de quinta-feira, em São Miguel, a superintendência do banco afirmou que irá organizar fluxo

Técnicos da Epagri e gerentes das agências do Banco do Brasil da região participaram na última quinta-feira, no Cetresmo, de um encontro que serviu de divulgação e também para repassar as coordenadas do programa Revitalizar. O secretário de Estado da Agricultura, Antônio Ceron, que deveria estar no evento, não participou pois o avião em que estava não teve condições de pousar no aeroporto em São Miguel devido à forte neblina.

Seu representante, o diretor geral da secretaria, Gelson Sorgato, explicou que a entidade já elaborou reuniões com os técnicos da Epagri de praticamente todas as regiões do Estado, bem como com os secretários municipais de agricultura e agentes financeiros do Banco do Brasil. "Devido ao alto número de municípios que decretaram emergência em função da estiagem, o governador lançou um programa de apoio para o abastecimento de água. O Revitalizar vem sendo implementado desde 2008 e irá até o final de 2010, com recurso de R$ 150 milhões através do Pronaf Investimento", diz.

Para acessar o Revitalizar, o agricultor deve se dirigir ao escritório da Epagri local. Segundo Sorgato, cada município recebeu uma cota conforme o número de propriedades rurais. Esses recursos estão com o Banco do Brasil e Sicoob. "Também assinaremos o contrato com a Cresol, para onde poderão ser encaminhados esses financiamentos. O que mais precisamos é que a superitendência do Banco do Brasil repasse ao seus gerentes o compromisso de analisar e financiar os pedidos. O projeto não deve ficar na carteira do banco", avisou.

Por outro lado, Sorgato lembra que o projeto não prevê somente o armazenamento de água, mas sim a produção de leite, carne à base de pasto ou os demais apontamentos feitos pelo Conselho de Desenvolvimento Regional. "O teto máximo para financiamento é de R$ 36 mil, com juro de 5% ao ano, onde durante o prazo do financiamento, que é de oito anos, o Governo do Estado paga 2,75% do juro. Os recursos estão disponíveis", assegurou.

O superintendente do Banco do Brasil em Santa Catarina, José Carlos Reis da Silva, comentou que tem-se constatado na região o contínuo problema com a seca e esta foi a oportunidade de restituir o compromisso já assumido com o governo e clientes de incentivar efetivamente o Revitalizar. "É preciso investimento para tentar minimizar os efeitos da estiagem. Foi uma reunião para equalizar as informações e fortalecer a parceria, melhorando o fluxo operacional e comprometimento das pessoas. Por isso tivemos a presença de todos os gerentes do banco na região, para discutir essa linha e efetivamente fazer com que aconteçam os empréstimos. Boa vontade existe em todo mundo, mas precisamos organizar o fluxo", comentou.

Reis garantiu ainda que o Banco do Brasil terá metas para contratar operações do Pronaf Revitalizar. "O Pronaf é um programa extraordinário e o Revitalizar tem o subsídio dos juros pelo Governo do Estado", completou.

De acordo com o gerente de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Agricultura da SDR de São Miguel, Irineu Antônio Arndt, somente no mês de abril foram efetuados 38 pré-enquadramentos. "O agricultor procurou o projeto agora na hora da seca e se tivessem-no feito antes, seria uma prevençao aos efeitos da seca. Queremos que todos façam os projetos, pois nos últimos 10 anos enfrentamos sete estiagens", explica.

O QUE É O REVITALIZAR

Revitalizar as atividades rurais, garantindo água para a família rural e pesqueira catarinense. Este é o principal propósito do Projeto Revitalizar. O Programa concentrará investimentos em captação, armazenamento e utilização da água nas propriedades. Agricultores e pescadores enquadrados no Pronaf estão habilitados a serem beneficiários do programa. Para informações complementares, o agricultor deve procurar a Epagri de seu respectivo município. O programa é desenvolvido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura, Epagri e Cidasc, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Banco do Brasil, oferecendo financiamentos para os agricultores dentro dos projetos previstos no programa. O Governo do Estado quitará os juros e o agricultor terá oito anos para pagar.

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