Autoridades querem ferrovia até a divisa com a Argentina

Na reunião de quarta-feira ficou clara a vontade de a região ser contemplada pela obra

O deputado estadual Pedro Uczai (PT), coordenador da Frente Parlamentar das Ferrovias, comandou na noite da última quarta-feira, no salão de atos da prefeitura, em São Miguel do Oeste, um encontro que debateu sobre o projeto de construção da "Ferrovia da Integração", que ligará o Oeste ao litoral catarinense e está contemplada no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do Governo federal.Também estiveram presentes os deputados estaduais Dirceu Dresch (PT) e Serafim Venzon (PSDB), além do prefeito Nelsinho, secretários, vereadores e demais representantes de entidades organizadas.

Nas discussões chegou-se a um consenso para que a ferrovia, prevista entre Itajaí e Chapecó, se estenda até a divisa com a Argentina.

O deputado Uczai também coordena esse movimento para a obra chegar até a divisa com a Argentina. Ele também informou que a próxima cidade a sediar o encontro será Pinhalzinho, ainda neste mês. "Em agosto, junto com demais colegas deputados estaduais, federais e senadores, queremos agendar uma audiência com a ministra Dilma Roussef, da Casa Civil, pedindo que essa ferrovia passe pela região Extremo Oeste, ligando todo o estado de Santa Catarina com o Mercosul", argumenta.

O deputado Serafim Venzon, líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa e presidente da Frente Parlamentar da Logística Portuária, lembrou que o Estado possui seis portos que fazem as operações de exportação e importação não somente para o Estado, mas sim Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Ele ressaltou que se houver a ferrovia bioceânica, para ligar o litoral ao Oeste de Santa Catarina, passando pela Argentina, Paraguai até o Chile, acontecerá uma grande viabilidade econômica em torno deste trajeto. "Se o porto de Itajaí tiver uma mercadoria para enviar ao Japão, por exemplo, em vez de ser enviado pelo Oceano Atlântico, se tornaria muito mais barato colocar num trem, levar até o Chile, e pelo Pacífico chegar ao seu destino com um frete menor e vice-versa. Essa ferrovia será o melhor instrumento para ligarmos Santa Catarina ao resto do mundo", argumenta.

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