FEBRE AMARELA

Atenção: região tem vacinas disponíveis

Atenção: região tem vacinas disponíveis

Quem está em dúvida se foi imunizado contra a febre amarela, deve procurar as unidades de saúde e apresentar a caderneta de vacina

A busca descontrolada por vacinação em alguns estados do país, o número de mortos e o alto índice de pacientes com suspeita de febre amarela no Brasil tem causado uma grande preocupação em toda a população, principalmente em quem não está imunizado contra a doença. Afinal, a vacinação é a melhor forma de prevenção contra a febre amarela. Porém, mesmo sendo ofertada há vários anos na rede pública de Saúde, até então, um grande número de pessoas ignorou a existência da vacina, e só se preocupou em buscar a imunização no momento em que a situação começou a ficar grave e fazer vítimas fatais.

Em Santa Catarina, a equipe da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, informou que de 1º a 22 de janeiro de 2018, foram notificados sete casos suspeitos de febre amarela no Estado, dos quais, um foi confirmado para a doença e os demais seguem em investigação. Todos os casos tiveram deslocamento para áreas com transmissão fora de Santa Catarina. Dois dos casos evoluíram para óbito, um residente em Gaspar e o outro morador de Lajeado Grande, ambos com histórico de viagens para o estado de São Paulo.

Mas, independentemente de ter casos suspeitos de febre amarela nas proximidades, as equipes estaduais de saúde alertam para a necessidade de vacinação de toda a população residente nos 162 municípios catarinenses em área com recomendação de vacina, isso inclui as cidades da região. De acordo com a responsável pelo setor de Imunização da Gerência de Saúde de São Miguel do Oeste, Dila Pozzatti, como o Extremo Oeste é uma região de transição, a vacina contra a febre amarela sempre esteve disponível, porém, por mais que se recomende, ainda não há cobertura vacinal em 100% da população. "Não está faltando vacina na região e nunca faltou. Mas, por mais que se insista e se tenha a vacina na rotina, as pessoas não buscam a imunização", aponta a profissional da Gerência.

QUEM DEVE SE VACINAR? 

Para garantir a prevenção contra a febre amarela e outras doenças, a recomendação das equipes de Saúde é que as pessoas estejam atentas, e procurem atualizar a caderneta de vacinação. No caso da imunização contra a febre amarela, a vacina é feita para todas as pessoas, a partir dos nove meses de idade, em uma única dose. Gestantes, puérperas, pessoas com mais de 60 anos e pessoas que são imunodeprimidas, fazem a vacina somente com orientação médica.

Dila destaca que na dúvida se fez ou não fez, a comunidade deve procurar as equipes de saúde nas unidades básicas. "É importante nesse momento apresentar a caderneta de vacina para fazer o registro corretamente. Se não tiver nenhum comprovante na caderneta, a pessoa deve se vacinar novamente. Pedimos mais uma vez que a população esteja atenta, procure uma unidade de saúde e verifique sua caderneta de vacinação", explica.

Também é importante que todas as pessoas que forem se deslocar para áreas com recomendação de vacina, nesse momento principalmente os que estão com transmissão ativa da doença (estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia), devem se vacinar pelo menos 10 dias antes da viagem.



O QUE É A FEBRE AMARELA E COMO OCORRE A TRANSMISSÃO?


Com alta letalidade, a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa

Segundo a gerente regional de Saúde de SMOeste, Paula Corrêa, existem dois tipos de febre amarela, a silvestre e a urbana. Tratam-se do mesmo vírus e doença, a única diferença entre elas é o vetor, o mosquito que transmite e a forma que isso acontece.

A febre amarela urbana é transmitida pelo famoso e temido mosquito Aedes Aegypti. Já a febre amarela silvestre é transmitida pelo mosquito Haemagogus, que só circula na área silvestre ou rural. "O macaco é uma vítima, um sinalizador. Quando morre um macaco é preciso ficar atento. Se ele for picado pelo mosquito (isso pode ser descoberto por pesquisas) é sinal que tem o vírus na região", alerta a profissional da Saúde.

Também é importante que os moradores fiquem atentos a esta questão envolvendo macacos. Se alguém encontrar um macaco morto, a orientação é para que não encoste no animal e comunique imediatamente as equipes de Saúde.

Como o Aedes Aegypti também é um transmissor, os profissionais da vigilância lembram a importância da população combater esse mosquito, eliminando todo e qualquer foco do mosquito.



----> ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Febre, calafrios, dor de cabeça, náuseas, vomito, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, há hemorragia e icterícia (amarelamento). Se tiver esses sintomas, é preciso procurar uma unidade de Saúde o mais breve possível.



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