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Ascensão das Cooperativas de crédito
Novas medidas podem aumentar a concorrência com o sistema bancário
O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou no início de junho novas medidas para o cooperativismo de crédito. De acordo com o presidente da Ocesc (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina), Marcos Antônio Zordan, essas inovações podem ser positivas, e devem aumentar a concorrência com o sistema bancário, reduzir o custo dos empréstimos e ampliar a presença no sistema financeiro nacional.
Antes das novas medidas as cooperativas de crédito só podiam atuar em regiões com pequena população e onde não existiam agências de bancos oficiais ou comerciais. Agora, podem se instalar em grandes cidades. No entanto, para isso, devem cumprir algumas exigências do Banco Central, que é responsável pela aprovação de novas cooperativas no país. “Antes eram segmentadas por regiões, por categoria profissional ou por categoria econômica. Agora com o aumento da área de atuação na região e com a possibilidade de se trabalhar com todos os segmentos econômicos da sociedade facilitará muito mais para as cooperativas de crédito”, diz o presidente do Sicoob de São Miguel do Oeste, Edemar Fronchetti. De acordo com Fronchetti, além de as cooperativas conhecerem as necessidades regionais, também conhecem as necessidades das pessoas da região. “Ninguém mais que as cooperativas de crédito sabem das necessidades dos municípios. Ao invés de outros bancos que muitas vezes nem brasileiros são”, diz.
Com a aprovação de novas cooperativas, as mesmas terão de atender a alguns requisitos básicos, e a exigência por parte do Banco Central será maior comenta Fronchetti, haverá mais “fiscalização, normativas, auditorias e tudo isso deve dar mais segurança”. Além disso, a comprovação de vínculo entre os cooperados proporcionará a constituição de cooperativas mais fortes, que, a exemplo dos fundos de pensão de hoje, terão um grande peso econômico, podendo até enfrentar as instituições financeiras privadas. A concorrência com os bancos existe, “mas o nosso segmento é diferente, em momento algum podemos ser banco. Temos que ser cooperativa. São segmentos bem diferentes”, diz o presidente do Sicoob em São Miguel do Oeste, e assegura que se as cooperativas de crédito, por ventura, vierem a se tornar bancos devem receber ainda mais exigências.
As novas medidas entrarão em vigor em 31 de março de 2011. Para o presidente da Ocesc será possível um avanço no tocante aos créditos para pessoas físicas, que até o momento são quase monopólio dos bancos. Será uma nova fonte de expansão de crédito, que fará concorrência apenas ao crédito vinculado à folha de pagamento das empresas. Isso também deve possibilitar que as cooperativas de crédito tenham um peso maior para influenciar a política creditícia. Segundo Fronchetti, as cooperativas de crédito representam cerca de 3% do PIB brasileiro. “É pequeno ainda. Mas se tem conseguido espaço”, argumenta.
No estado operam 72 cooperativas que reúnem meio milhão de associados e mantêm mais de 2.990 empregados. O faturamento cresceu 14% em 2009, atingindo o valor de R$ 765.589.423,00, cujos resultados finais proporcionaram a elevação de 35% do patrimônio líquido, que atingiu mais de R$ 875 milhões.
No Extremo Oeste de Santa Catarina, além do Sicoob, atua também a Sicredi e a cooperativa de crédito mais antiga do estado, a Sicoob Creditapiranga, fundada em 1932, em Itapiranga, quando a cidade ainda não tinha nem energia elétrica que chegaria 26 anos depois. No início eram 41 sócios fundadores, todos pioneiros no núcleo rural. O primeiro presidente da cooperativa foi José Werlang que constituiu a cooperativa nos princípios do sistema alemão, “Reiffeisen”, e tinha como principais objetivos o desenvolvimento da economia rural, a retenção das economias na colônia e a aplicação dessas economias na comunidade local. Atualmente a Creditapiranga conta com mais de 11 mil associados, e atua nos municípios, Itapiranga, São João do Oeste e Tunápolis. Segundo os diretores da Sicoob Creditapiranga a participação do associado é algo imprescindível, “existe efetiva participação nos resultados auferidos, diferenciando-se da simples ação de correntista, tomador de recursos ou de qualquer outro serviço ou produto que a cooperativa coloca à disposição, a exemplo do que ocorre nos bancos”.
DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO
A administração de São Miguel do Oeste, por meio da secretaria de agricultura, pecuária e meio, com o apoio das cooperativas do município, organizam o Dia Internacional do Cooperativismo, geralmente comemorado no primeiro sábado do mês de julho de cada ano.
Para 2010, a data definida foi três de julho, sendo que no município, acorre a partir das 19h30min, no Parque Rineu Gransotto o início das comemorações, deve haver uma palestra motivacional com enfoque na expressão sócio-econômica do cooperativismo e, também, na importância da mulher no sistema, o qual é tema definido pela Associação Internacional do Cooperativismo.
Blasio Spaniol, gerente da Sicoob, que integra a comissão de organização afirma que esta é uma iniciativa inédita do governo em parceria com cooperativas, no estado de Santa Catarina. E, neste ano, destacando o papel da mulher que tem tido grande importância no cooperativismo e é uma força que vem crescendo e ganhando espaço. Devem participar do evento todos as cooperativas que atuam no município e na região.
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