Agroindústria de Guarujá do Sul recebe inspeção federal

Agroindústria de Guarujá do Sul recebe inspeção federal
Divulgação - Agroindústria Nono Coser recebeu o selo do Sisb-POA na semana passada

Esta é a quinta agroindústria do extremo oeste que assegura o direito de comercializar produtos de origem animal para todo o país

Mais uma agroindústria do extremo oeste catarinense recebeu na semana passada a concessão de adesão ao Sisb-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), via padrões e normas técnicas do Suasa (Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária). Este é o quinto empreendimento da região que assegura o direito de comercializar produtos de origem animal para todo o país.

Em agosto do ano passado, quatro agroindústrias, três de Guaraciaba e uma de Tunápolis, já haviam garantido o selo do Sisb-POA, tornando-se os primeiros empreendimentos do gênero em todo o Brasil a expandir a comercialização por todo o território nacional. Desta vez, o empreendimento Nono Coser, de Guarujá do Sul, que processa carne suína e produz salame, linguicinha e outros cortes defumados, foi quem recebeu o selo de adesão que permite a comercialização em todo o país. Uma solenidade realizada na sede da agroindústria marcou o ato de aderência do Sisb-POA. Prefeitos e secretários, além de outras autoridades da região, prestigiaram o momento.

Conforme Silvio Antônio Diehl, que é diretor administrativo e financeiro do Consad (Consórcio Intermunicipal de Segurança Alimentar, Atenção à Sanidade Agropecuária e Desenvolvimento Local), responsável pelos serviços de inspeção animal e vegetal dentro dos padrões e normas técnicas do Suasa, desde o início desta semana, a agroindústria guarujaense já tem aprovação para comercialização em todo o Brasil. “A partir de quarta-feira, dia 2, o comunicado oficial deve estar disponível no site do Mapa para quem quiser verificar”, diz.

Diehl ressalta que alguns trabalhos de inspeção estão seguindo a “passos largos” em pelo menos mais duas unidades em São Miguel do Oeste, duas em Itapiranga e ainda outras duas em Guaraciaba, além de uma em Anchieta e outra em Descanso. Segundo o diretor administrativo e financeiro do Consad, até o final deste ano pelo menos 10 agroindústrias da região devem receber concessões para comercialização de produtos em qualquer município da federação. “Nosso objetivo é cumprir esta meta”, destaca ele, que completa: “Daqui a dois anos o extremo oeste será ainda mais referência nacional, como já vem sendo em todo o país nesse tipo de iniciativa”.

AUXÍLIO DA EMBRAPA

A viabilização da inspeção sanitária via Sisbi/Suasa para produtos de pequenas agroindústrias da região extremo oeste catarinense deve passar a contar com o apoio da Embrapa Suínos e Aves (de Concórdia), empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Segundo Diehl, dois pedidos na área de pesquisa foram solicitados à Embrapa. O primeiro é que a empresa valide a composição dos produtos típicos da região, como linguicinha de queijo, pão de carne, queijo trançado, queijos temperados e a linguiça colonial mista à moda alemã, cozida em água. O segundo pedido é para que a Embrapa faça as análises laboratoriais dos produtos, para o controle da qualidade biológica.

“Para o segundo semestre, estamos nos preparando para iniciar a inspeção de agroindústrias que fabricam produtos de origem vegetal e agropecuário. O Ministério Agrário aprovou projeto para preparar 60 agroindústrias no extremo oeste. Nos próximos dois anos, serão feitas as fases de preparação. A oportunidade vai ser dada a todos, só não vai aderir quem não quiser”, finaliza.

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