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Agricultores querem novas negociações com Governo Federal
Na última semana, nos dias 3 e 4, em várias cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Na última semana, nos dias 3 e 4, em várias cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, agricultores familiares realizaram mobilizações no centro da cidade com caminhadas e atos de protestos. Todas as movimentações estão à espera de anúncios da anistia das dívidas de até R$ 10 mil reais e um auxílio de R$ 2.500 por família atingida pela seca para a manutenção das famílias no campo. Os agricultores estão organizados há dois meses nesse processo de negociação com o governo e já ocorreram atos de protesto nos três estados do Sul no dia 30 de abril, nos dias 14 e 15 de maio; e no último dia 27 mais de 10 mil agricultores fecharam BRs e pontes em vários pontos dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além dos efeitos da seca, as lideranças buscam medidas que amenizem o endividamento dos agricultores familiares, principalmente com relação às dívidas. As manifestações são organizadas pela Fetraf-Sul, Fetag e Via Campesina e contam com o apoio de várias prefeituras.Na quinta-feira aconteceram atos regionais em Erechim, Palmeira das Missões e Sarandi. Em Santa Catarina ocorreram assembléias nos municípios de Concórdia, Maravilha e Campo Erê. CAMPO ERÊ Na manhã de quinta-feira, dia 4, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar, de Campo Erê, realizaram um encontro com lideranças da comarca para discutir novas ações para reivindicar a atenção do Governo do Estado. Conforme a Coordenadora do Sintraf regional, Lisete Bernardi, a reunião contou com a participação de prefeitos, vereadores, secretários de agricultura e representes da Epagri dos municípios de Campo Erê, Saltinho, São Bernardino e Santa Terezinha do Progresso."O objetivo do encontro foi discutir ações em conjunto, tanto com os agricultores quanto com as lideranças da região que têm manifestado apoio ao movimento. Mediante novos documentos vai ser possível abrir caminho para as próximas negociações, que ocorrem na semana que vem", destaca. Em Campo Erê, mais de 80 % dos agricultores familiares foram prejudicados com a forte estiagem e precisam de recursos para continuar na atividade. Lisete lembra que já está no sindicato a carta de adesão à prorrogação das dívidas dos agricultores. A retirada do documento deve ser agilizada para que a prorrogação seja confirmada.
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