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'Primeiro passo é trazer a oncologia'
Essa é uma das metas do Instituto Santé, que assumiu a gestão do hospital para os próximos cinco anos. A afirmação é do presidente do Instituto. Diretoria também planeja implantar a alta complexidade na unidade localizada em SMOeste
Para avaliar e conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido no setor da Saúde na região, na última semana, o presidente da Confederação Nacional de Saúde, Tércio Egon Paulo Kasten, esteve em São Miguel do Oeste. Kasten que também é o diretor presidente do Instituto Santé destaca que no momento o trabalho é de planejamento para melhorar e ampliar o acesso à saúde da população regional. Isso porque neste mês, foi assinado o contrato com o Governo do Estado para o Instituto atuar na gestão do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso pelos próximos cinco anos.
Segundo o presidente, já existem vários planos de melhorias no atendimento aos pacientes da unidade. "O primeiro passo é trazer a oncologia para tratamento de câncer. E estamos insistindo com o Governo do Estado que queremos fazer a gestão deste serviço, com a participação do Cepom de Florianópolis, por meio do assessoramento técnico. Mas a gestão, fazemos questão de fazer, e não gostaríamos que outro órgão viesse aqui interferir nisso", reforça.
Kasten também comenta que entre as metas do Instituto é implantar a alta complexidade em ortopedia e neurologia, e aumentar cada vez mais a assistência para a região. "Queremos transformar esse hospital em um hospital de alta complexidade. Além disso, nosso maior desafio é manter essa equipe que é altamente capacitada, e fazer com que nesses próximos cinco anos a assistência e o acesso ao serviço médico hospitalar no nosso Hospital Regional seja cada vez maior", declara.
O presidente do Instituto ainda ressalta que a equipe está estruturando a segunda fase da acreditação com a ONA (Organização Nacional de Acreditação). "Queremos que os novos serviços e os já implantados melhorem cada vez mais e com mais qualidade e segurança ao paciente. Esse é o grande desafio", afirma. Sobre a estrutura do hospital, Kasten destaca que o número de leitos deve aumentar na medida em que os novos serviços serão implantados. Conforme ele, também deve aumentar a questão da tecnologia do hospital, o que será um avanço para a comunidade local.
AVALIAÇÃO
Mesmo tendo condições de melhorar, o acesso a saúde no Extremo Oeste pode ser considerado bom se comparado as demais regiões do país. A afirmação é do presidente do Instituto Santé. De acordo com ele, a região é bastante desenvolvida e Santa Catarina está se desenvolvendo cada vez mais dentro do seu modelo econômico, o que contribui para se registrar avanços neste setor. "Penso que já somos exemplo para muita coisa, inclusive na área de assistência na saúde. Se tivéssemos a oportunidade do maior percentual do dinheiro que arrecadamos ficasse aqui no estado e o restante fosse para Brasília, como preconiza um acordo federativo, seríamos um estado de primeiro mundo. Mas SC está no caminho certo, pois não tem filas enormes em hospitais e macas nos corredores", comemora.
Já ao avaliar de forma geral a situação da saúde no país, o presidente da Confederação Nacional afirma que a realidade não é nada animadora. "Está faltando atenção para a saúde, o que está restringindo o acesso que o cidadão merece. Nós vivemos uma crise assistencial na parte da saúde grave, mas isso não é de agora, vem se perpetuando há vários anos por conta do chamado sub financiamento da saúde, onde não se tem dinheiro suficiente para prover a saúde do brasileiro", desabafa.
Segundo o presidente, a população está ficando cada vez mais velha e a cada ano o brasileiro tem a longevidade maior e a tecnologia na medicina é grande e evolutiva, o que encarece a parte de assistência da saúde do cidadão. "E como o país é subdesenvolvido com orçamento pequeno para a assistência em saúde, isso vem causando problemas que restringem o acesso do cidadão a uma das suas necessidades que é prover a sua melhor condição de saúde", cita.
Além de a questão financeira ser um grande problema, Kasten destaca que também há falhas na gestão, principalmente nos serviços públicos. Para solucionar ou ao menos amenizar estes problemas no setor, o presidente do Instituto Santé entende que é preciso direcionar melhor os recursos financeiros na saúde. "Não podemos mais admitir cortes nos recursos na saúde como está se pretendendo. Os municípios já vêm extrapolando o cumprimento daquilo que é constitucional, que seria 15% da receita que o município tem. Desta forma, é preciso conceber uma gestão diferente para os serviços públicos da saúde. Também é preciso aumentar a possibilidade do acesso do cidadão a planos privados de saúde", aponta.
POR MELHORIAS
Kasten ressalta que a população depende e espera uma atitude e ação daqueles que representam a comunidade no governo, seja no município, estado ou união, para que aconteçam avanços no setor. "A Confederação também está cobrando as lideranças em Brasília para que haja avanços no setor da Saúde. Podemos dar muitas sugestões e provocar debates, agora resta saber se eles aceitam esse tipo de debate. Colocar um grupo privado para gerir algo público pode ser uma boa saída, que é o que acontece com o Hospital Regional, que tem o Instituto Santé auxiliando na gestão. E nós podemos daqui irradiar ações para os pequenos municípios vizinhos. Não podemos propiciar nada financeiro, mas podemos ajudar os municípios na gestão dos seus sistemas de saúde. E acredito que temos capacidade para fazer isso, uma rede assistencial em toda a região", garante.
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