Extremo Oeste define prioridades regionais durante plenária da Facisc com participação da Acismo |
\' Excesso de chuva castigou fumicultura e segue o impasse para o novo preço da safra 2009
Representantes dos agricultures estão em negociação e querem garantir o preço mínimo de R$ 95 a arroba
Ainda se pode considerar razoável o número de famílias agricultoras que segue trabalhando na fumicultura na região Extremo Oeste de Santa Catarina. Mesmo sendo uma atividade que exige muito tempo e cuidado por parte dos produtores, além de precisar "driblar" as intempéries, a fumicultura ainda é responsável em ajudar a manter muitas propriedades, isto devido à sua rentabilidade nos pequenos espaços onde é cultivada. Segundo informações do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel do Oeste, Barra Bonita, Bandeirante e Paraíso, Joel de Moura, no início desta safra a área plantada foi maior que a de anos anteriores, e por isso a expectativa era de um volume maior de produção em quantidade de quilos, mas com o comportamento do tempo em razão do excesso de chuva, muitas mudas foram perdidas. "Também ocorreram danos com o excessso de chuvas e ventos. Isso causou perdas e a produção será menor. Outra coisa que nos preocupa é esse momento onde o agricultor faz a classificação e se identificam problemas na qualidade", informa. Moura explica que em função do excesso de chuvas havido em dezembro, quando se deu o processo de "cura", o fumo acabou perdendo a qualidade e a produção acabará sendo menor. Em relação ao preço, o sindicalista lembrou que na safra passada o preço do fumo C2, que é uma classe média, a arroba ficou girando em torno de R$ 84,40. "Nossa federação, juntamente com a Afubra, negociou um aumento de 19,4% com a indústria fumageira. Tivemos uma rodada de reuniões uns 15 dias atrás e algumas empresas ofereceram até 10% de aumento. Não houve acerto nas negociações e no máximo até semana que vem deverão haver outras tratativas. Esperamos que as empresas aumentem esse valor, chegando até a R$ 95 a arroba", afirma Segundo ele, a expectativa é de que haja uma classificação melhor, porque até poucos dias ainda havia empresas procurando agricultores para efetuarem o plantio do fumo "do tarde". "Isso sinaliza que haverá uma falta de produto no mercado. Como vivemos num livre comércio, acreditamos que as empresas devam aumentar o valor pago para o agricultor ter uma melhor renda. Perante os outros produtos, acreditamos que o agricultor tenha uma boa renda por hectare", observou. A orientação do sindicalista é para o agricultor armazenar o produto e não fazer a comercialização neste momento. "O aconselhável é aguardar as negociações, para conseguir ter uma melhor negociação do produto", resume.
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