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Você está protegido contra a Gripe A?
Em Santa Catarina foram vacinadas mais de duas milhões de pessoas
De acordo com o Ministério da Saúde, até a segunda quinzena de junho, em todo o território nacional, foram vacinadas mais de 80,3 milhões de pessoas durante a campanha de vacinação contra a Gripe A - H1N1. Em Santa Catarina, foram vacinadas aproximadamente 2,9 milhões de pessoas até esta data. O Ministério adquiriu cerca de 113 milhões de doses da vacina, investindo recursos da ordem de R$ 1,3 bilhão para a compra das vacinas. Porém, as crianças de dois a quatro anos, adultos de 30 a 39 anos e gestantes foram os grupos da campanha que não atingiram a cobertura vacinal de 80% proposta pelo Ministério, havendo ainda milhões de brasileiros de cinco a 19 anos e adultos a partir de 40 anos que não foram beneficiados pela vacinação nos postos de saúde.
Segundo os últimos dados epidemiológicos oficiais publicados em maio, neste ano foram registradas 540 internações e 64 mortes em decorrência da Gripe A. Desse total, 18% dos casos graves e 30% dos óbitos ocorreram em gestantes. Por essa razão, o Ministério reforça a importância de todas as grávidas, em qualquer período da gestação, procurarem um posto de saúde para receberem a dose da vacina.
Em 2010, a primeira morte por causa da Gripe A em Santa Catarina ocorreu em 12 de junho. Era um homem de 21 anos que não quis ser vacinado durante a campanha, em Balneário Camboriú. Enquanto em Santa Catarina foram confirmados dois casos da doença, no Paraná foram mais de 1.300 e 12 mortes neste ano. No ano passado, foram registrados 2.051 óbitos por gripe A H1N1 em todo o país. Desse total, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas e 189 óbitos em gestantes. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416 no total) e os de 30 a 39 anos concentraram 22% das mortes (454 no total). Em Santa Catarina, no ano de 2009, cerca de 3,5 mil pessoas tiveram Gripe A confirmadas laboratorialmente, e 148 pessoas morreram em decorrência da doença.
De acordo com a médica pediatra Daniele Piske Pohmann (CRMSC 9942 - RQE 4333), com a campanha nacional de vacinação, milhões de pessoas foram imunizadas e a circulação do vírus no país diminuirá, mas medidas de proteção, como a lavagem das mãos, o uso de álcool gel, e cuidados ao tossir ou espirrar, continuam indispensáveis para diminuir a transmissão do vírus neste inverno.
Segundo a profissional, clinicamente, a Gripe A inicia com a instalação abrupta de febre, em geral acima de 38°, seguida de dores musculares, dor de cabeça, prostração e tosse. “Esses sintomas se confundem com os da gripe comum, mas a orientação é para que a pessoa procure atendimento médico e evite a automedicação”, alerta.
A vacina contra a Gripe A H1N1 registra uma efetividade média maior que 95% e, segundo a Organização Mundial da Saúde, é segura e já foi usada em outros países, não tendo sido observados eventos adversos graves. A maioria dos eventos adversos se assemelha aos da vacina contra a Gripe Comum, que são reações leves: dor no local da aplicação, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.
Para as pessoas não contempladas nos grupos da campanha de vacinação dos postos de saúde, a Central de Vacinas em São Miguel do Oeste disponibiliza a vacina conjugada contra a Gripe A e Gripe Comum.
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