São Miguel do Oeste receberá pré-candidato à Presidência, Romeu Zema |
Vigília dos praças da PM chega ao fim na Praça Belarmino Annoni
Manifesto deve ser retomado com outras estratégias
Foram mais de três meses de vigília de familiares, aposentados e praças da PM da região, em São Miguel do Oeste, a princípio no centro, em uma sala comercial, e ultimamente na Praça Belarmino Annoni, até que, por fim,?@os manifestantes resolveram encerrar essa ação e buscar novas alternativas de mobilização. A decisão foi comunicada aos manifestantes na noite da última terça-feira, dia 7. Conforme a esposa de um dos praças, Katiane Golin, a decisão de encerrar o movimento no interior do Estado foi tomada em uma reunião no último sábado, dia 4, em Florianópolis, e dessa forma permanece em funcionamento apenas a vigília na capital. "Agora temos um prazo de estudo para ouvir nas regionais menores quais vão ser as próximas ações do movimento",ressalta. Katiane também destaca que o fim da vigília não demonstra o fim da mobilização. "O movimento não parou. A gente não está se desmobilizando e sim estamos preparando uma nova luta, porque sabemos que tudo que acontece por muito tempo acaba se tornando normal para a comunidade e também para as pessoas que participam. Ainda não definimos novas estratégias, mas com certeza teremos novidades nos próximos dias", enfatiza. Com o fim da vigília, os manifestantes continuarão as conversas em encontros semanais, que visam principalmente o acompanhamento das investigações dos Inquéritos Policiais Militares. Conforme Katiane, esses processos devem demorar para serem concluídos, assim como as denúncias contra as mulheres encaminhadas ao Ministério Público que, segundo ela, nenhuma foi ouvida até o momento. Os custos financeiros para manter as vigílias no interior do Estado também foram levados em conta. Segundo Katiane, o movimento acabou se tornando bastante oneroso, já que os valores pagos a Aprasc (Associação dos Praças de Santa Catarina) pelos PMs é bem baixo (R$ 4), e como tiveram que ser contratados novos advogados para atuar na defesa dos policiais indiciados, o custo ficou muito elevado para os praças. Katiane também afirmou que todos têm noção de que os praças indiciados por envolvimento na paralisação de dezembro de 2008 podem até mesmo perder seus empregos. Emocionada, ela destacou que seria muito difícil que um dos membros de uma família perdesse o emprego, mas que todos estão confiantes na Justiça. De acordo com Katiane, se alguém porventura perder seu emprego a Aprasc auxiliará na manutenção destas famílias.









Deixe seu comentário