Pedido de operação partiu do Ministério Público de SC
Uma operação da Vigilância Sanitária Municipal de São Miguel do Oeste, com apoio da Vigilância Estadual, e sob orientação do Ministério Público de Santa Catarina, fiscalizou cerca de 20 padarias do município na última quinta-feira, dia 7, e sexta-feira, dia 8. Já os dados oficiais sobre quantas interdições e autuações efetuadas na operação não haviam sido disponibilizadas pela Vigilância Municipal, os quais, segundo a fiscal Ane Luize de Oliveira, só poderão ser disponibilizados pelo promotor Marcus Camillo, que receberia os relatórios no final da tarde de segunda-feira, dia 11, após o fechamento desta edição.
Sobre a fiscalização, ainda na sexta-feira, a proprietária de uma padaria da cidade, que preferiu não se identificar, entrou em contato com o Jornal Folha do Oeste relatando sobre a fiscalização e afirmando que tiveram 24 horas de prazo para se adequar às normas que nunca antes haviam sido cobradas pela Vigilância Municipal. Já a farmacêutica e bioquímica da Gerência de Saúde e que auxilia na Vigilância Estadual, Andrea Luiza Telló, explicou que durante a operação aconteceram irregularidades menores, tendo sido dado um prazo para regularização, porém sem a interdição. ?Quando se interdita não se dá prazo. O proprietário, o quanto antes quiser abrir seu estabelecimento, tem que adequar o que tiver que regularizar para poder funcionar. O tempo é dele. Já quando se tem algumas irregularidades que não são tão graves, são exigidas as adequações e se dá um prazo para regularização, nesses casos sem a interdição?, explica.
Andrea também enfatizou que quem vistoria alimentos e saneamento é o município, já o Estado vistoria saúde. Porém, em casos de operações maiores, o município solicitou o apoio da Vigilância Estadual para uma operação a pedido da Promotoria Pública depois de muitas denúncias. ?Os estabelecimentos têm alvará de funcionamento, porém a Vigilância Municipal somente com dois fiscais não consegue fazer a fiscalização efetiva, e por isso são necessárias essas operações?, enfatiza.
Os principais problemas identificados, conforme a Vigilância Estadual, são de estrutura, com piso, teto, paredes - que deve ser tudo liso, lavável e impermeável; e ainda questões de higiene na manipulação dos alimentos. Ainda foram fiscalizados os produtos sem rótulos e fora do prazo de validade. ?Essa é uma questão preocupante, porque as pessoas muitas vezes compram sem saber onde está sendo produzido aquele alimento. A gente trabalha em prol da população, fiscalizando a qualidade dos alimentos disponibilizados?, afirma Andrea.
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