Tragédia da BR-282 completa três anos sem responsabilizar culpados

Tragédia da BR-282 completa três anos sem responsabilizar culpados
Arquivo Folha do Oeste

O duplo acidente que vitimou 27 pessoas na BR-282, em Descanso, em 2007 completou três anos no último sábado, dia 9, e o impasse sobre a responsabilidade da tragédia continua. Três anos depois, o principal acusado do segundo acidente, que vitimou 16 pessoas, o motorista Rosinei Ferrari, permanece solto e sem ser responsabilizado. Ferrari foi preso logo depois do acidente e permaneceu por mais de 70 dias internado no Hospital São José, de Maravilha. Com a alta hospitalar, Ferrari ficou detido na cadeia pública de Descanso até junho de 2009, quando foi solto por força de um habeas corpus.

Ainda em 2008, a Justiça da Comarca de Descanso já havia decidido que Ferrari e o proprietário do caminhão que ele dirigia, Gimal Turratto, iriam a Júri Popular. Porém, cabendo recurso, os processos continuam no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, sendo que, em consulta ao Poder Judiciário, a última movimentação dos seis processos de recursos foi em março de 2010. Desde então, os processos permanecem a cargo dos desembargadores Mazoni Ferreira e Irineu João da Silva, sem previsão de conclusão. Os dois foram indiciados por homicídio doloso eventual - quando não há culpa, mas assumiram o risco de provocar uma tragédia ao conduzir um veículo com problemas. Problemas estes que foram atestados na perícia do caminhão, que constatou que os freios do veículo estavam isolados e somente 20% da frenagem estava funcionando. E esta foi a alegação de Ferrari, por não parar o caminhão na fila e atropelar centenas de pessoas, quando em 9 de outubro de 2007, centenas de pessoas acompanhavam o trabalho das equipes de resgate no atendimento de um acidente com um caminhão de Frederico Westfalen e um ônibus de São José do Cedro, onde 11 pessoas haviam morrido. Logo após, o caminhão conduzido por Rosinei Ferrari, furou o bloqueio, desceu a Serra das Antas desgovernado e arrastou tudo o que havia pela frente, vitimando outras 16 pessoas, entre eles bombeiros, policiais, populares que auxiliavam no resgate e a jornalista do Jornal Folha do Oeste, Elisandra Lucotti. Ao todo, mais de 90 pessoas ficaram feridas.
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