Extremo Oeste define prioridades regionais durante plenária da Facisc com participação da Acismo |
Vereador consegue deixar o PP e integrar o PMDB
Dois vereadores do extremo oeste tiveram ações julgadas e divulgadas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Santa Catarina na semana passada. Aldomar Moscon de Anchieta, que deixou o PMDB e ingressou no PR, teve o mandato cassado por infidelidade partidária. Já em Barra Bonita, o vereador Dilson José Buratti, que deixou o PP e ingressou no PMDB, conseguiu deixar o partido pelo qual se elegeu nas eleições municipais de 2008, sem perder o mandato.
Buratti lembra que, ainda durante a campanha, em 2008, o Partido Progressista de Barra Bonita privilegiou alguns vereadores na disputa eleito, e prova disso foi seu irmão, que foi discriminado, já que despontava como um forte candidato a vice-prefeito na época. “Fomos acusados de fazer campanha contra o PP e inclusive o atual prefeito Pedro Rodrigues da Silva saiu falando por aí que tínhamos criado a comunidade de linha Buratti e isso não existe. Continuamos firmes na última campanha e a urna de minha comunidade, em Águas do Araçá, foi quem decidiu a eleição a prefeito, com 63% dos votos favoráveis ao nosso partido”, lembrou.
Buratti relatou, ainda, que foi guardando os fatos. Em 2009, ele disse que o PP fazia reuniões fechadas somente com algumas pessoas, que recebiam privilégios. Já em 2010, quando era líder do PP no Legislativo, ele relatou que na eleição da Mesa Diretora, o prefeito atual pediu aos vereadores para votarem num vereador do então DEM. “Em março de 2011, o PP não fez a convenção municipal e o município acabou ficando sem ter mais este partido por dois ou três meses. No dia 18 de agosto do ano passado, o prefeito realizou uma reunião em seu gabinete para a criação da comissão provisória do PP e eu, como único vereador que ainda estava no PP, tinha direito, por lei, a fazer parte desta comissão, mas nem fui convidado. Após tudo isso, tomei a decisão de sair do partido e protocolar esses argumentos na Justiça, alegando discriminação, perseguição e exclusão”, afirmou.
O vereador disse ser o representante de todas as pessoas que trabalharam na campanha, ajudaram o PP a chegar ao poder, mas que agora foram esquecidos e discriminados. Buratti destaca o bom trabalho do advogado Luiz Pichetti e de suas testemunhas, que foram importantes no processo. Ações como esta realmente são muito delicadas, e se não houver uma boa instrução processual dificilmente o requerente obtém vitória no processo. Agora, segundo o vereador, a escolha foi o PMDB, porque é um partido que visualiza o desenvolvimento para Barra Bonita, tem boas propostas e é composto por pessoas humildes. “Barra Bonita precisa de uma reviravolta, pois é o pior na região da Ameosc em movimento econômico, não busca incentivos e nem empresas. Nossa juventude cada vez mais busca empregos em outras cidades. Situações como essas deixam muito a desejar”, finalizou Dilson Buratti.
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