Vendas nos supermercados apresentam crescimento em 2009

As vendas do segmento supermercadista catarinense apresentaram crescimento em 2009 de 4,19% em relação a 2008,

As vendas do segmento supermercadista catarinense apresentaram crescimento em 2009 de 4,19% em relação a 2008, índice já deflacionado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de acordo com o resultado da pesquisa do Termômetro de Vendas da ACATS (Associação Catarinense de Supermercados). Foram considerados os resultados de vendas de janeiro a dezembro de maneira comparativa entre os dois períodos. A pesquisa foi feita junto a 50 das principais empresas catarinenses de todos os portes e regiões pela WB Telecom.

O resultado de 2009 recuou mais de 50% em relação ao verificado em 2008 comparado a 2007, quando o setor registrou crescimento de 9,96%, também já deflacionado pelo IPCA.

Para o presidente da ACATS, Adriano Manoel dos Santos, o resultado de 2009 ficou dentro da meta que a entidade havia projetado no início do ano passado. "Desde o início do ano de 2009, já trabalhávamos com esta projeção porque tínhamos uma base comparativa para 2008 muito alta. Considerando que os 4% foram acima da inflação do período, dá para concluir que o resultado foi muito bom".

A previsão para 2010 é muito semelhante a 2009, de acordo com o dirigente. "Acreditamos que o setor ainda tem mais espaço para crescer através do consumo das nossas três principais âncoras, segmentos de alimentação, higiene pessoal e limpeza, porém acredito que isso deva acontecer sempre em percentuais mais baixos, positivos, porém baixos. Os primeiros números de janeiro já indicam essa tendência", destaca Santos.

Para a diretora do Instituto de Pesquisas Latin Panel, Fátima Merlin, que acompanha o processamento do Termômetro da ACATS desde 2004, o resultado positivo de 2009 reforça a presença das classes mais populares, em especial, considerando gêneros de largo consumo, em alimentos, higiene, limpeza e perfumaria, bem como ampliaram o número de categorias de produtos e sofisticaram sua cesta de compras.

Por outro lado, as incertezas da economia (possibilidade de uma crise mais aguda), gripe suína, levaram o consumidor, em geral, a ficar mais em casa, elevando seu consumo dentro do lar, em especial, de alimento, bebida e limpeza. Mas, outros setores também cresceram em função desta "volta ao lar" tais como o entretenimento com Internet, TV por assinatura, games, aluguel de fitas e DVDs e isso agregou mais itens de consumo dentro do lar. Essa é a análise da executiva do ponto de vista do consumidor.

Ela salienta, por outro lado, que o próprio setor supermercadista tem seu mérito, com altos investimentos em tecnologia, recursos humanos, novas lojas, novos formatos como as lojas de vizinhança, adequação e ampliação do mix de produtos e serviços. "Estes são fatores que também contribuíram para o crescimento das vendas", observou a executiva.

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