Unoesc oferece exames de sexagem fetal e fator RH fetal

Unoesc oferece exames de sexagem fetal e fator RH fetal
Folha do Oeste

Coletas e exames serão realizados todas as terças e quintas-feiras até março de 2011

A Unoesc campus de São Miguel do Oeste, por meio dos cursos de Biomedicina e de Ciências Biológicas iniciou, na tarde desta terça-feira, dia 8, a coleta de sangue das grávidas com mais de sete semanas de gestação. A ação faz parte dos projetos de pesquisa de Sexagem Fetal (sexo da criança) e Fator RH Fetal (tipo sanguíneo da criança) desenvolvidos pelos acadêmicos sob acompanhamento de um professor. As coletas são realizadas nas terças e quintas-feiras, durante a tarde, no laboratório de Biologia Molecular da Unoesc, sob agendamento de horário.

PROPOSTA
Os projetos possuem o propósito de identificar o sexo da criança, bem como diagnosticar uma doença denominada Eristoblastose Fetal que pode resultar na morte do feto durante a gestação ou após o nascimento. Esta doença trata-se de uma incompatibilidade sanguínea, que pode ocorrer devido a mãe ser fator RH negativo e gerar um filho com fator RH positivo.
De acordo com o coordenador dos projetos, professor doutor, Alexis Trott, as pesquisas iniciaram há um ano, mas foram interrompidas. “Agora voltamos com estes projetos de pesquisa que são pioneiros na nossa região, até em razão de haverem poucos deste segmento no país. É um exame gratuito, totalmente eficaz que a universidade oferece à comunidade”, destaca.

CURIOSIDADE
Para a costureira Janaína Patrícia Segsttater, de 19 anos, grávida de três meses de gestação, o interesse surgiu a partir da indicação de uma amiga para que colaborasse com a pesquisa. “Resolvi colaborar até porque meu marido quer que seja um menino. É meu primeiro filho e pra mim tanto faz se for menina ou menino”, comenta.
A professora MsC. Eliandra Mirlei Rossi, responsável pelas coletas, salientou que saber o sexo da criança por meio de testes de sangue corresponde a um processo seguro, cujo resultado, pode ser obtido em até dois dias. De acordo com Eliandra, um exame de ultrassom pode ser impreciso. “Na ultrassonografia o resultado é mais rápido, no entanto depende da interpretação do médico”, finaliza.

ESTUDO
 Na opinião da acadêmica do 3º período de Ciências Biológicas, Tailini Stoffel, o projeto é relevante para a experiência dela como estudante. “Gosto de trabalhar em laboratório e vejo uma grande oportunidade em poder me relacionar com pessoas de fora. É legal perceber nas gestantes aquela ansiedade de querer saber o resultado”, conta. De acordo com a estudante, é a primeira experiência dela em projetos de pesquisa, e que, se houver outras oportunidades, pretende participar. Também fazem parte do projeto as acadêmicas Janaína Back (Ciências Biológicas), Bruna Torres (Biomedicina) e o professor doutor Gustavo Miranda. Segundo o professor, Alexis Trott, é necessário ressaltar que os estudantes envolvidos possuem uma bolsa de pesquisa do artigo 170 oferecido pelo governo do Estado como forma de incentivo aos estudos dos acadêmicos.

O coordenador Alexis Trott destaca que projetos como esse desenvolvem a área de genética médica em todo o Estado de SC e colaboram com a comunidade local. Conforme ele, há também a parceria com uma clínica em São Miguel do Oeste que indica o Projeto às grávidas com mais de sete semanas de gestação. O professor ressalta que as interessadas em participar dos projetos devem entrar em contato pelo telefone (49) 3631 1075 ou com a acadêmica Tailini Stoffel pelo número (49) 8803 1061 à tarde.
 

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