Unoesc é considerada exemplo de acessibilidade em SC
Ministério Público exige que locais públicos se adaptem às normas exigidas. Novo levantamento de acessibilidade será analisado nos próximos dias
A Unoesc (Universidade do Oeste de Santa Catarina), campus de São Miguel do Oeste, participou, no dia 29 de abril, do 1º Seminário de Acessibilidade, realizado no Centro de Eventos, em Chapecó. O tema debatido foi o Projeto Santa Catarina Acessível, promovido pelo Ministério Público Estadual. De acordo com o diretor de Gestão, Planejamento e Finanças do campus de São Miguel do Oeste, professor Abílio Auri Simon, o projeto tem como objetivo fazer com que as pessoas tenham acessibilidade, não só nas universidades, mas em todo local que necessitarem transitar. “Essas pessoas que precisam destes acessos especiais precisam ter a liberdade de ir e vir sem o auxílio de outros”, explica.
A pedido dos Ministérios Públicos Estadual e Federal foi realizada uma pesquisa, em 2009, nos municípios que compõem a comarca de São Miguel do Oeste. Foram identificados 65 prédios públicos que estavam fora das normas exigidas. Estes locais,receberam um prazo de seis meses para se adequarem às condições necessárias. Neste ano, o Ministério Público Estadual realizou um novo levantamento, verificando a situação dos acessos em locais públicos. Muitos destes já estão aptos no que dita a lei de acessibilidade. Outros entregaram justificatívas para prolongar o prazo de entrega, porém, estavam trabalhando para ficarem dentro dos padrões. O relatório do novo estudo foi enviado para o M.P. do Estado e será analisado nos próximos dias. A Unoesc, campus de São Miguel do Oeste, estava com apenas 70% de acessibilidade. Conforme a coordenadora do Curso de Educação Física e da pesquisa sobre as condições de acessibilidade, professora Andréa Prates Ribeiro, esse seminário abriu mais campos para serem observados. “Acredito que a partir desse seminário a Unoesc fica mais em foco em Santa Catarina. Temos possibilidade de implementar outros trabalhos na região. Isso mostra também que a parceria de trabalhos multidisciplinares, como este, envolve vários cursos e amplia a visibilidade de nossas ações em favor do desenvolvimento regional”, salientou.
A partir daí, foram realizadas as alterações propostas e solicitadas pela Reitoria e aplicadas no campus. Foram adaptados espaços específicos para atendimento na Biblioteca, Tesouraria, Secretaria Acadêmica, Central de Cópias e no Serviço de Apoio ao Estudante. As sinalizações se dão por placas indicativas especiais, estacionamento privativo para idosos e pessoas com necessidades especiais e sinalização tátil nas calçadas. Elevadores, telefone público para surdos, bebedouro com acionamento em braile também foram investimentos, segundo Abílio, realizados para a comodidade de quem circula pela instituição. “Na unidade de São Miguel do Oeste, temos disponíveis, no estacionamento, 2% das vagas para cadeirantes e 5% para idosos. O telefone para surdos, instalado na tesouraria, foi muito importante. Não me lembro de ter visto um destes aqui na região”, declara.
Durante o seminário, uma reportagem em vídeo foi apresentada pela instituição. São exibidos depoimentos de pessoas que necessitam destes acessos especiais. Uma funcionária (cadeirante) e alunos (um com mobilidade reduzida, uma com deficiência auditiva, uma cadeirante e uma deficiente visual) falaram sobre as dificuldades de acessibilidade que enfrentam no dia a dia e de como a Unoesc se tornou um espaço de referência em acessibilidade e inclusão em suas vidas. O vídeo mostra que o campus de São Miguel do Oeste é 100% acessível, atendendo as exigências legais, sendo reconhecido pelo Ministério Público como referência. “O evento foi de suma importância, pois mostrou que a Unoesc está adaptada para receber os acadêmicos que necessitam de acessibilidade. A Unoesc tem uma missão, a de trabalhar pelo desenvolvimento regional. Essas pesquisas feitas e outras que ainda virão demonstram que a universidade está cumprindo o seu papel”, enfatizou Simon.
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