Extremo Oeste define prioridades regionais durante plenária da Facisc com participação da Acismo |
Um olhar especial aos jovens e crianças belmontenses
Programas sociais promovem o conhecimento, a ocupação e o fortalecimento de vínculos
Cada vez mais, é preciso que os municípios adotem políticas públicas, voltadas à qualidade de vida e atenção das crianças e dos adolescentes. Em Belmonte, duas maneiras de atendimento a este público merecem destaque: as atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (nova denominação do antigo Peti - existente há 10 anos no município) e o Grupo de Adolescentes. Estas foram duas formas encontradas para tirar este público das ruas e ociosidade, oferecendo orientações, socialização com outras crianças, conhecimento por meio de oficinas e fortalecendo seus vínculos sociais e familiares.
Para Cleber Maciel Dorneles, de 11 anos, participar das atividades do Serviço de Convivência mudou sua vida. “Antes, eu faltava às aulas, não gostava de participar de nenhuma atividade. Mas há uns três anos que frequento o ‘Peti’, eu mudei. Vou sempre à escola, gosto muito de participar das oficinas de artes, principalmente pintura e bordado. Minha família me apoia, minha mãe sempre gosta dos meus trabalhos e até já ensinei a ela como se faz. É muito melhor estar aqui do que de arte na rua”, considera o belmontense. Aline Bonaseski, de 14 anos, frequenta o grupo desde os oito anos e relata que já aprendeu muito nos encontros. “O que aprendemos agora, refletirá no nosso futuro”, avalia a adolescente.
Por meio dos monitores André Luiz Odorczyk, Rosângela Pelissari, Daiana Villa, Cristiane Amaral e Michele Mocellin, são oferecidas diariamente oficinas de violão, pintura, artesanato, bordado e dança, aos 96 participantes das atividades, com idade entre seis e 15 anos. Às segundas e quartas-feiras, o atendimento é voltado às crianças e aos jovens da cidade; às terças e quintas ao público do interior e às sextas aos que não recebem nenhum beneficio de transferência de renda. Todas as atividades são realizadas nos contraturnos escolares. “Ao avaliar os alunos quando do seu ingresso no grupo, e agora, é possível identificar as mudanças positivas ocorridas.
Há bastante dedicação, por parte da grande maioria, em aprender e em socializar suas experiências. Sentimos que o trabalho está valendo a pena”, destacam os monitores André e Rosângela. Para a aluna Tatiane Pereira da Cruz, de 11 anos, que frequenta o espaço há três anos, o trabalho desenvolvido no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é muito importante. Segundo ela, graças às atividades realizadas no local, os jovens e crianças do município estão aprendendo coisas novas a cada dia, e não brigando nas ruas e sem ter o que fazer. Ana Carolina Martins Puton concorda com a colega e revela gostar muito das atividades. “Eu acho bem interessante, já aprendi muito aqui”, revela a jovem de 12 anos, e há dois participante do grupo.
De acordo com a assistente social do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) de Belmonte, Francieli Frederich, além de atividade práticas como oficinas, os participantes frequentemente recebem orientações sobre diferentes temas. Conforme ela, no momento é realizado um concurso para escolha da logomarca do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, idéia que deu certo em outros municípios e possibilita o envolvimento do grupo, também está sendo realizado uma gincana cultural e esportiva, que deve perdurar até outubro deste ano. “Estamos fazendo o possível para oferecer melhores condições de vida às nossas crianças e aos adolescentes, objetivando sempre o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários”, aponta Francieli.
GRUPO DE ADOLESCENTES
Em 2011, pensando em contribuir nesta etapa da vida dos jovens belmontenses, foi criado no município o Grupo de Adolescentes. Durante os encontros realizados nos períodos matutino e vespertino, sempre na última sexta-feira de cada mês, o grupo composto por 30 adolescentes entre 12 e 16 anos recebe orientações importantes de vida, além de participar de oficinas práticas. De acordo com a assistente social Francieli, o objetivo do grupo é orientar, preparar para as situações do dia a dia e promover uma atividade diferenciada aos jovens do município. Neste ano, a ação do CRAS conta com a parceria da Polícia Militar, que auxiliará em algumas atividades. Durante a realização dos trabalhos, os adolescentes sugerem temas para serem trabalhados, tornando as atividades mais atrativas. Nesta semana, os participantes encerraram a oficina de bijus e em breve iniciam a oficina de culinária com a extencionista da Epagri Cleusa Mazzardo.
Acompanhados de monitores, alunos das quartas-feiras à tarde exibem seus trabalhos
Mais sobre:






Deixe seu comentário