Um lugar intransitável
Mais uma vez, Rua Antônio Pedrassani causa indignação aos moradores
Uma rua ideal para fazer rally. Assim os moradores da Rua Antônio Pedrassani, localizada no centro de São Miguel do Oeste, definem este espaço. Atendendo a mais uma das inúmeras denúncias feitas pelos moradores, a equipe de reportagem do jornal Folha do Oeste esteve nesta sexta-feira, dia 22, no local. Com trena e caderno de anotações em mãos, o objetivo era contabilizar e medir os buracos e crateras existentes no trecho, que possui cerca de 100 metros.
No entanto, a missão foi interrompida, pois este processo tomaria muito tempo. Devido às condições do local, vários registros de indignação já foram feitos pelos moradores, tanto através da mídia local como por protestos, como galhos ao longo do trecho, até mesmo figuras de pescadores instaladas neste espaço, mas até o momento a solução não chegou, e a revolta de quem tem que passar pelo local só aumenta.
De acordo com os moradores, as crateras não causam apenas danos nos veículos que trafegam pelo local, mas também comprometem a segurança dos pedestres, uma vez que os carros andam em zigue-zague neste trecho para desviar dos buracos maiores existentes na camada asfáltica. O pedido de urgência é visível e dito em voz alta, basta passar pelo local. Enquanto a equipe registrava imagens da rua, motoristas que transitavam naquele momento solicitavam atenção especial para melhorias neste espaço. O problema é antigo. Ainda em 2009, o jornal Folha do Oeste publicou a matéria intitulada: “Buracos no centro de SMOeste causam transtorno à população”.
Na época, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Jaime Pretto, informou que a administração realizava uma operação tapa-buracos e que aguardava recursos federais. Cobrando uma solução, o e-mail remetido à nossa reportagem subscreve: “Isso foi em 2009 e até agora nada. Quando acontecer um acidente ou alguém sair ferido talvez se tome uma providência”, desabafa.
A moradora do bairro São Jorge, Clarisa Dalacena, recorda que há dois anos passou pelo local e já existiam problemas com buracos. Nesta sexta-feira, dia 22, ao transitar pelo local, ela sente indignação ao ver que o problema se agravou de forma significativa em razão do grande movimento de veículos existente no local. “Está muito esburacado, precisa um recapeamento urgente”, aponta. Oswaldinho Gaio, residente no São Sebastião, considera o estado da rua intransitável. “Já é possível fazer rally neste local. Não se sabe se a questão é política, mas precisa de uma atenção imediata. O risco de acidentes é muito grande”, considera.
O casal Eva e Plínio Spieker, moradores do bairro São Gotardo, observam as manobras dos veículos na tarde de sexta-feira e demonstram indignação. “Isso é ridículo, um desrespeito com a população, principalmente por ser uma rua de acesso ao Hospital. Se passar uma moto em alta velocidade, perde o caroneiro, onde ele vai parar?”, questiona o idoso. Para o casal, arrumar este trajeto não seria uma missão impossível. Eles sugerem que basta arrumar os buracos maiores que o problema já seria amenizado. “Faz tempo que esta rua está desse jeito, sei disso porque passo sempre por aqui, deve ser uma questão política”, questiona Spieker, declarando que a comunidade aguarda solução.
Para a moradora da Rua Antônio Pedrassani, Diecini Novelo Maran, a situação se tornou perigosa.
Segundo ela, os moradores daqui já conhecem a situação do local, o problema é para motoristas de outras localidades que, na tentativa de desviar dos buracos, podem se acidentar ou atropelar um pedestre. “A indignação é de todos os moradores. Voltei para SMOeste há pouco tempo, mas lembro que a situação é antiga. É uma vergonha, mas os moradores já não têm o que fazer, todas as reclamações já foram feitas, agora é esperar uma atitude positiva do governo”, desabafa.
Pretto garante: até o fim do ano
Nossa equipe de reportagem procurou o secretário de Desenvolvimento Urbano de SMOeste, Jaime Pretto, para comentar sobre as queixas dos moradores. Segundo ele, até o final deste ano ocorrerá a retirada do asfalto que lá existe e será feita uma nova camada de asfalto inteiramente nova. “O projeto está pronto, já encaminhamos ao departamento de compras para executar a licitação da obra. Já estamos inclusive com os procedimentos encaminhados para divulgar a licitação da obra”, destaca o secretário. Conforme Pretto, uma recuperação geral de toda a via está sendo programada desde a Avenida Willy Barth até a Rua Dr. José Garrido Yanes, próximo ao Hospital São Miguel. O trecho a ser reformado, de acordo com o secretário, é de cerca de 250 metros.
Em princípio, as atividades de reforma do asfalto estão orçadas em R$ 70 mil. “A ideia é que nos próximos dias seja divulgado o edital de licitação. Decorrido o prazo, a empresa que for vencedora deve iniciar os trabalhos imediatamente. Portanto, ainda este ano vai estar concluído todo aquele serviço. Acredito que a licitação deve acontecer durante o mês de agosto e a conclusão da obra deve proceder depois, em no máximo 60 dias”, destaca Pretto. “É uma situação que estávamos acompanhando. No ano passado, fizemos uma grande operação tapa-buracos, mas o asfalto que foi colocado naquele trecho não é de boa qualidade, ele se deteriora com muita facilidade.
Então, por causa disso optamos em não fazer operação tapa-buracos e sim uma obra maior, que é a retirada do asfalto que lá existe e fazer uma nova camada de asfalto”. Pretto reforça que os buracos existentes na rua são decorrentes da péssima qualidade do asfalto que foi posto no local; ele ainda completa, dizendo que o serviço a ser realizado terá muito mais qualidade: “Vamos fazer um trabalho com mais custos, mas que vai apresentar uma qualidade muito melhor”.
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