EMPREENDEDORISMO

Temporada de verão incrementa renda de piscicultores

Temporada de verão incrementa renda de piscicultores
Roberson Wagner/Folha do Oeste

Praticamente todos os municípios da região Extremo Oeste tem na piscicultura mais uma atividade de geração de renda. Alguns mais, outros menos, mas a criação de peixes sempre está presente. Seja em pesqueiros já estruturados ou nas propriedades, este é um bom momento para quem lida com a atividade aumentar a renda, pois nos finais de tarde ou fins de semana muita gente procura o peixe, buscando uma alimentação diferenciada e de mais qualidade, além da terapia que é a pesca.

A tilápia, devido à facilidade de captura, é uma das espécies que mais tem comercialização, seguidas das carpas Capin, Cabeçuda, Húngara, Traíras e Bagres.
Em Bandeirante, o Pesque Pague Tio Leoncio, em linha Novo Encantado, é exemplo de um empreendimento que gera renda para os proprietários e também para agricultores, pois os peixes são comprados prontos de diversos produtores, para povoarem o açude. Os preços de peixes vivos variam entre R$ 7 e R$ 12, conforme a espécie.

O casal Elisangela Demozzi e Marcos de Borba, proprietários do pesqueiro, afirmam que na Semana Santa do ano passado foram comercializados 500 Kg (meia tonelada) somente de filé de tilápia. "Foi uma surpresa, a gente não conseguia fazer o filé para todos que vinham buscar. Na Quaresma a venda dispara, mas agora, nesta época de verão, a procura por peixes também é grande", explica Elisangela.

Eles não fazem todo o ciclo de produção do peixe e preferem comprar as tilápias prontas, com um peso acima de 700 gramas.

Uma das dificuldades enfrentadas está na mão de obra, pois o casal afirma que é difícil encontrar pessoas que estejam dispostas a trabalhar como diaristas no pesqueiro, principalmente em finais de semana, quando aumenta o movimento. "Quando não encontramos pessoas para trabalhar, o atendimento acaba sendo prejudicado", explicam.
No município de Bandeirante são poucos produtores estruturados na piscicultura e a grande maioria dos agricultores produz peixes somente para consumo próprio.

Conforme o secretário de Agricultura, Marcos Grizzon, praticamente todas as propriedades possuem açudes, a maioria pequenos ou médios. "São quatro ou cinco produtores bem estruturados que temos aqui. Sabemos que é um potencial a ser explorado, mas que esbarra na falta de recursos, pois são valores significativos para iniciar a atividade", explica.

 

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