Suinocultura reage após período de crise

Suinocultura reage após período de crise
Arquivo/Folha do Oeste - Até o dia 31 deste mês ainda será válida a isenção do ICMS Interestadual para a saída de suínos vivos

Os suinocultores chegaram a receber R$ 1,90 por quilo de peso vivo. Agora, o valor médio dos últimos dias chega a R$ 2,70

A cotação do animal vivo subiu em todas as regiões do Estado. A ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos) aponta que o produtor recebe R$ 2,70 por quilo de peso vivo. Com a retomada do setor, o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, aproveitou o momento para destacar que as medidas adotadas pelo Governo do Estado para dar suporte aos produtores enquanto enfrentavam a crise na suinocultura, foram importantes. “O governador Raimundo Colombo solicitou aumento na utilização de carne suína nas refeições oferecidas pelo Estado nas escolas, nos abrigos e centros de atenção social, hospitais e nos presídios”, completou.

Em julho, a Secretaria da Agricultura e da Pesca veiculou uma campanha publicitária destacando os benefícios da carne suína para a alimentação e saúde da população e para a economia do Estado. Outra medida adotada por Santa Catarina foi, em parceria com a Acats (Associação Catarinense de Supermercados), criar a “Quinzena da Carne Suína”, em que os supermercadistas deram destaque e fizeram promoções com o produto.

“Os suinocultores chegaram a receber R$ 1,90 por quilo de peso vivo, com um custo de produção de R$ 2,57. Estamos muito felizes com a recuperação do setor e pelo fato de termos contribuído com isso”, afirmou Rodrigues. “Nossa expectativa é de que o preço pago ao produtor continue subindo”, prevê.

O secretário lembra, ainda, que até o dia 31 de agosto será válida a isenção do ICMS Interestadual para a saída de suínos vivos, e de carne suína fresca, resfriada ou congelada, em vigor desde 16 de julho. “A isenção do ICMS atende a uma reivindicação apresentada pelos suinocultores nas reuniões realizadas em Concórdia e Braço do Norte e foi mais uma medida para tentar minimizar a crise que afetava o setor”.

A crise na suinocultura iniciou em julho e foi causada por um aumento do preço das commodities utilizadas na alimentação dos animais, como milho e soja, e também a um aumento da produção sem que o consumo do mercado brasileiro tenha acompanhado o crescimento. Segundo dados da ACCS, nesta semana, as cotações do milho e do farelo de soja na Copérdia ficaram em R$ 34,65 e R$ 1,46 respectivamente. O preço base do suíno na Aurora, Perdigão e Sadia ficou em R$ 2,30; na Pamplona R$ 2,20 e na Seara R$ 2,10. Já o suíno independente foi cotado a R$ 2,70. Os valores divulgados pela Associação de Criadores tomou por base a cidade de Concórdia.
 

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