A crescente demanda pela carne suína no mercado interno - estimulada pelas vendas de produtos típicos das festas natalinas - permitiu a concessão de novo reajuste na remuneração dos criadores, atingindo-se, o melhor preço dos últimos dois anos. Esse é o resultado de uma lenta, mas firme, escalada de recuperação dos preços praticados pelas agroindústrias aos criadores de suínos em 2010, período no qual foram concedidos 39% de reajustes, sendo de mais 11% apenas em outubro/novembro.
A Coopercentral Aurora, maior compradora e abatedora de suínos de SC, elevou em mais 2% o valor pago aos suinocultores pelo preço do quilograma de suíno vivo, que sobe de R$ 2,45 para R$ 2,50. Acrescido do fator adicional de tipificação (8% a 10% em média), a remuneração final ao criador atinge R$ 2,75/kg para animais vivos entregues aos frigoríficos.
A nova base de remuneração passou a valer desde segunda-feira (8/11) e configura o 16º reajuste deste ano. As demais agroindústrias acompanharão o novo patamar de preços. A qualidade da carcaça é avaliada pelo sistema de tipificação, chegando a R$ 2,75/kg na propriedade. O custo do transporte do suíno em pé é absorvido pela indústria de processamento de carne e representa cerca de R$ 0,07 (sete centavos) por quilograma de peso vivo.
A suinocultura representa a maior cadeia produtiva de Santa Catarina, gerando 65 mil empregos diretos e 140 mil indiretos. Cerca de 55 mil produtores dedicam-se à atividade. O rebanho permanente é de seis milhões de cabeças. Em 2009, a produção catarinense atingiu 750.000 toneladas de carne, 25% do que o Brasil produz. A suinocultura catarinense continua sendo a maior do país.
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