Sobem os preços de itens básicos da alimentação

Sobem os preços de itens básicos da alimentação
Folha do Oeste

Segundo a FGV, que acompanha os preços no país, os alimentos devem apresentar os maiores aumentos do ano

As principais altas nos preços, calculadas no período de doze meses, encerrado agora em outubro, apontam o feijão carioquinha e o preto, com elevação de 76,76% e 24,75% respectivamente, de acordo com levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas). A carne bovina também vem sofrendo ligeira alta nos últimos meses. O contrafilé subiu 14,97% e a alcatra 13,44%.

Na média, os ingredientes que compõem uma refeição típica no Brasil - o arroz, o feijão, a carne, a alface e o tomate - tiveram aumento de 8,38%, enquanto, para o consumidor, a inflação ficou em 5,14%.
De acordo com o vice-presidente regional da Acats (Associação Catarinense de Supermercados), Eulo Centenaro, os preços do feijão e da carne subiram bastante e não devem ter baixas, pelo menos até o fim do ano. ?O preço do feijão aumentou bastante, a carne já vem há mais tempo subindo, cada semana parece que está trocando de preço e não se sabe ao certo até quando vai ocorrer essa alta nos valores?, diz. 
Com relação à carne bovina, os principais motivos para a elevação dos valores são a seca no Centro-Oeste, a entressafra e o aumento das exportações, pois o mercado passou a pagar mais lá fora. O gerente do Superalfa em São Miguel do Oeste, Volmir Leal de Vargas, relembra que a onda de frio que ocorreu neste ano no Mato Grosso e resultou na morte de centenas de cabeças de gado também é um fator a ser levado em conta. Ele acrescenta que nesse momento muitos consumidores já começam a realizar a compra de outros tipos de carne, principalmente a suína e a de frango. ?Já começamos a sentir a procura por esse tipo de carne também, isso em virtude dos preços elevados da carne bovina. Mas como estamos chegando no fim do ano, a carne suína e de frango também devem sofrer algumas alterações nos preços, mas não tão expressivas quanto a bovina?, diz Vargas, comforme ele de setembro para outubro a carne de gado teve um aumento de cerca de 25%.
A expectativa é de que, com o início das chuvas, as pastagens cresçam e, em breve, a oferta de carne melhore. ?A carne começa a sair daquela parte difícil de engorda do gado por causa das pastagens de inverno. Agora, o pasto começa a crescer violentamente, o que garante a alimentação dos bovinos e facilita a engorda?, comenta Centenaro. 
Sobre os produtos hortifrutis, o vice-presidente regional da Acats explica que há um equilíbrio na balança, ?sobem alguns produtos baixam outros, isso é a lei da oferta e procura na parte dos hortifrutigranjeiros?. Ele ressalta que depois de um aumento acentuado, o tomate já começa a apresentar baixa nos preços. ?Isso se deve pelo fato do início do calor, que começa a ficar mais intenso, causando um amadurecimento mais rápido?. Para esse mês, Centenaro ressalta que os hortifrutis, de um modo geral, devem apresentar declínio nos valores.
A FGV complementa que considera os reajustes uma consequência da  sazonalidade e que a tendência entre dezembro e janeiro é de um recuo nos preços. 
Já Centenaro e Vargas estipulam que a carne não deve baixar até o final do ano e inclusive a tendência é de mantenham os valores do patamar atual.
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